Homem é preso suspeito de usar a própria filha para atrair adolescentes e cometer abusos em Campo Grande

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Polícia Civil identificou ao menos três possíveis vítimas; celulares e notebook foram apreendidos durante operação da Depca

Um homem de 39 anos foi preso temporariamente nesta terça-feira (8), em Campo Grande, suspeito de cometer estupro de vulnerável contra adolescentes de 13 e 14 anos. Segundo a Polícia Civil, ele utilizava a própria filha, de 15 anos, para atrair as vítimas até sua residência.

A prisão foi realizada por policiais da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), durante o cumprimento de uma ordem judicial.

Conforme a investigação, o suspeito recebia as adolescentes em casa e oferecia bebidas alcoólicas e narguilé. Posteriormente, aproveitava-se do estado de vulnerabilidade das jovens para cometer os abusos.

A Polícia Civil apura a suspeita de que o homem deixava as vítimas embriagadas ou fornecia substâncias que provocavam sonolência antes das agressões sexuais.

Os crimes teriam ocorrido entre setembro de 2025 e agosto de 2026.

Adolescentes identificaram situações semelhantes

Até o momento, os investigadores identificaram pelo menos três casos com características semelhantes. As adolescentes decidiram procurar as autoridades depois de conversarem entre si e perceberem que haviam passado por situações parecidas.

Os depoimentos permitiram à equipe da Depca identificar um possível padrão de atuação do suspeito. A investigação trabalha agora para esclarecer a participação da filha dele na aproximação com as vítimas e verificar se a adolescente compreendia a finalidade dos convites.

Além da prisão temporária, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência investigada. Celulares e um notebook foram recolhidos e serão submetidos à perícia.

A análise dos aparelhos deverá buscar elementos que confirmem os relatos, esclareçam as circunstâncias dos crimes e indiquem a existência de outras possíveis vítimas.

O homem permanece preso temporariamente e à disposição da Justiça. A investigação continua sob responsabilidade da Depca.

As identidades do investigado e das adolescentes foram preservadas. O suspeito ainda não foi julgado, e as responsabilidades serão definidas no decorrer do processo.

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