Morto em conveniência no Jardim Leblon, “Garrafinha” era investigado por execução e acumulava 11 passagens pela polícia

0

Guilherme Soares Gomes Oliveira, de 24 anos, conhecido pelo apelido de “Garrafinha”, morto a tiros na noite deste sábado (13) em frente a uma conveniência no Jardim Leblon, em Campo Grande, acumulava ao menos 11 passagens pela polícia desde 2019 e era apontado como suspeito de participação em uma execução ocorrida na Capital.

Conforme apurado, Guilherme era investigado pela morte de Lucas Ribeiro Pastor, de 24 anos, assassinado com pelo menos 15 tiros em julho de 2025, em frente a uma tabacaria no Jardim Centenário.

Na ocasião, imagens e informações reunidas durante as investigações apontaram que o autor chegou ao local usando capacete preto, casaco escuro e armado. Em seguida, caminhou até onde Lucas estava e efetuou diversos disparos.

A vítima foi atingida na cabeça, ombro, costas, tórax, axila e braço. Ainda segundo a apuração policial, após os primeiros tiros, o criminoso voltou a se aproximar e efetuou novos disparos na região da cabeça para confirmar a execução.

Durante o atentado, um amigo de Lucas também foi atingido de raspão nas costas. Testemunhas relataram ter visto uma motocicleta Honda Falcon preta e prata circulando lentamente pela região momentos antes do crime.

Além da suspeita de envolvimento na execução, Guilherme possuía antecedentes por roubo, furto, receptação, tráfico de drogas, violência doméstica, crimes de trânsito, tentativa de homicídio e homicídio qualificado. O histórico policial revela uma sequência de ocorrências e prisões ao longo dos últimos anos.

Execução no Jardim Leblon

Na noite deste sábado, Guilherme foi morto a tiros em frente a uma conveniência no Jardim Leblon.

Segundo o boletim de ocorrência, ele estava no local quando um suspeito se aproximou e iniciou uma perseguição, efetuando vários disparos em sua direção.

Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas apenas constataram o óbito. Policiais do Batalhão de Choque e outras equipes da Polícia Militar isolaram a área até a chegada da Polícia Civil, do Grupo de Operações e Investigações (GOI) e da Perícia Científica.

No local, os peritos recolheram nove cápsulas deflagradas que serão analisadas durante as investigações.

Testemunhas informaram à polícia que estavam com Guilherme quando o atirador se aproximou usando capacete e efetuou os disparos antes de fugir.

A Polícia Civil trabalha para identificar o autor do crime e apura se a execução tem relação com disputas entre grupos criminosos ou possíveis acertos de contas ligados ao histórico da vítima.

.