Pré-campanha intensifica disputas internas e reposicionamentos partidários

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Campo Grande deve viver dias curiosos — daqueles em que a política parece até ensaiada. De um lado, Flávio Bolsonaro desembarca na quinta-feira (9) para a abertura da Expogrande. De outro, Edinho Silva chega na sexta (10), mas com agenda forte mesmo no sábado (11), incluindo encontro com lideranças na Fetems.

Coincidência ou não, o roteiro deixa no ar a possibilidade de um “quase encontro” entre nomes de campos políticos opostos — daqueles que rendem mais nos bastidores do que nos palcos.

📱 Postou… apagou… negou

E por falar em bastidores, teve episódio digno de “print eterno” nesta semana. O Republicanos nacional publicou — e apagou rapidamente — um post dando boas-vindas ao ex-governador Reinaldo Azambuja como novo filiado.

O problema? Ninguém avisou o próprio Reinaldo.

Atual presidente do PL em Mato Grosso do Sul, ele foi direto ao ponto: disse que a publicação foi um erro. Sobre eventual troca de partido, a resposta veio no modo curto e grosso: “Lógico que não”.

Nos corredores, ficou a dúvida: erro técnico… ou teste de reação?

🎥 Política em modo “engajamento”

Enquanto isso, pré-candidatos entram de vez na disputa por atenção — não nas urnas ainda, mas nas telas. Vídeos, storytelling e até memes viraram ferramentas oficiais da pré-campanha informal.

A lógica é simples: quem não aparece, não existe. E, nesse cenário, vale quase tudo para conquistar alguns segundos de atenção no meio da avalanche de conteúdo.

⚔️ Guerra silenciosa no PSDB

Se na superfície o clima parece controlado, nos bastidores o PSDB vive dias de tensão. A disputa por espaço na chapa de deputado estadual virou um verdadeiro cabo de guerra entre Ângelo Guerreiro e Pedro Caravina.

O grupo que articula a chapa não quer Guerreiro na disputa — o motivo é pragmático: ele poderia “puxar” votos e reduzir as chances dos demais.

Guerreiro até flertou com o Republicanos, mas recuou após mudanças no tabuleiro. Agora, fica no partido… e leva o impasse para dentro da convenção. Um problema adiado — e potencialmente ampliado.

☠️ A “chapa da morte” pode não ser tão mortal assim

O União Progressista (federação entre União Brasil e PP) montou uma chapa forte para deputado federal — tão forte que ganhou apelido: “chapa da morte”.

Mas o cenário mudou.

Novos partidos no grupo governista e alterações na legislação eleitoral embaralharam as contas. O que parecia favoritismo pode virar disputa acirrada por vagas.

Em política, excesso de força também pode virar problema.

📞 Convite recusado e crise negada

Em meio à turbulência tucana, a direção nacional do PSDB precisou vir a público negar qualquer negociação sobre o comando do partido no Estado.

Nos bastidores, porém, houve tentativa de aproximação com João Henrique Catan, que confirmou ter recebido convite — prontamente recusado.

Oficialmente, o partido fala em “renovação”. Extraoficialmente, tenta reorganizar a casa após perdas recentes.

🔄 Trocas de partido e risco no radar

A janela partidária nem favorece vereadores, mas isso não impediu mudanças estratégicas.

Marquinhos Trad trocou o PDT pelo PV mirando a Câmara Federal. Já Chicão Viana e Sindoley Morais também mudaram de sigla.

O movimento, porém, não vem sem custo: a legislação é clara ao estabelecer que o mandato pertence ao partido.

E, no caso de Marquinhos, a disputa já começou. O PDT promete brigar na Justiça pela vaga. Nos bastidores, o recado é claro: quem troca de partido pode ganhar projeção… ou perder mandato.

💬 Resumo :
Entre agendas cruzadas, disputas internas e movimentos arriscados, a política sul-mato-grossense segue em ebulição — e, como sempre, o que acontece fora dos holofotes costuma dizer mais do que os discursos oficiais.

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