Simone Tebet coloca Puccinelli no chinelo: “se quisesse, o MDB era meu”; Tio Trutis e o fundo eleitoral

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E quem disse que a vida de ex-tudo não tem emoção? Rose Modesto, a ex-vice, ex-deputada federal e atual aposta do União Brasil (que agora é federação com o PP, chique!) deve calçar novamente as sandálias da humildade e da disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. Dizem os entendidos dos bastidores que ela é o “Coelhinho da Páscoa” da legenda, a “puxadora de votos” que vai garantir a ceia de Natal de uma bancada gorda em Brasília. Ou seja, ela tem a missão ingrata de carregar o piano inteiro, mas se o piano tocar a melodia certa, Rose volta para a capital federal.

Falando em coisas que somem e reaparecem, um dos 20 felizardos detidos na última Operação Sucessione contra o jogo do bicho, o senhor Franklin Gandra Belga, está de volta ao convívio social. Um habeas corpus o libertou da prisão em Campo Grande, mas não sem antes dar um jeito na sua vida digital. Ele terá que cumprir as medidas cautelares e, o mais doloroso para qualquer cidadão moderno, entregar o celular. Adeus, grupos de WhatsApp e stories misteriosos! Vale lembrar que a operação do Gaeco/MPMS e PMMS, em 25 de novembro, cumpriu 27 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão. Um dia movimentado para o crime organizado e para o Ministério Público.

Outra moça que parece ter sentido o cheiro da disputa federal é Mara Caseiro. A deputada compartilhou uma imagem nas redes sociais com o slogan “Essa é federal”, o que bastou para o burburinho começar. Se ela vai ou não, só o tempo e a janela partidária dirão, mas a camiseta está no varal.

Para completar a rodada de emoções do Judiciário, o TSE bateu o martelo por unanimidade e confirmou a condenação do ex-deputado federal Loester Carlos Gomes de Souza, o Tio Trutis, e de sua esposa, Raquelle Lisboa Alves Souza (ambos do PL), por desvio de recursos do fundo eleitoral. O TRE-MS já tinha dado o caminho das pedras, e agora o casal terá que explicar a lavagem de R$ 776 mil repassados para as campanhas de 2022. O amor é lindo, mas o fundo eleitoral é sério, pessoal.

Mudando de clima para o cheirinho de dinheiro, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), deu aquela tranquilizada no coração dos servidores: o 13º salário está garantido e programado para 20 de dezembro, no limite da lei. As equipes da Prefeitura já estão avisadas e trabalhando para que a data seja cumprida. Um alívio em época de festas, onde cada centavo faz a diferença entre o tender e o pão com ovo.

E a briga de gente grande no MDB continua. Simone Tebet, a ministra que tem alma de rainha, deu um chega para lá em Puccinelli e na Executiva do partido em Mato Grosso do Sul. “Se quisesse, o partido seria meu em MS”, disse ela, com a tranquilidade de quem sabe que não precisa pedir licença. Ela avisou que o esforço do ex-governador para barrá-la não é suficiente, e que o coração pende para a sua base. E o melhor de tudo: revelou que a Executiva Nacional ofereceu o partido de bandeja, mas ela recusou. Afinal, quem precisa de presidência de partido quando se tem um Ministério?

Para fechar o nosso circo político, o PSDB de MS está em processo de mudança de cadeiras. A reunião desta terça-feira deve sacramentar Beto Pereira como presidente e Pedro Caravina como vice. Embora Beto tente fazer mistério, o novo cargo é um agrado, um pedido especial do padrinho, Reinaldo Azambuja, agora no PL, que ocupava o posto anteriormente. Beto tentou, correu atrás, até flertou com o Republicanos buscando uma chapa forte de federal, mas levou um não da vereadora mais votada de Dourados, Isa Marcondes. Sem muitas perspectivas e sem a chance de trocar de legenda antes de março, ele cedeu aos encantos do cargo e ao pedido do “chefe”. Geraldo Resende, que também queria a presidência, mostrou-se um gentleman e disse que está disposto a ajudar onde estiver. No fim, o PSDB de MS continua uma novela familiar.

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