A Polícia Federal em Mato Grosso do Sul intensificou o monitoramento da fronteira com a Bolívia em uma ação integrada com forças de segurança dos dois países. O objetivo é impedir a fuga de criminosos brasileiros ligados a facções, além de enfraquecer o tráfico de drogas e armas. O país vizinho tem se tornado um dos principais destinos de foragidos da Justiça brasileira.
Para garantir uma atuação mais efetiva, houve recentemente um intercâmbio de policiais bolivianos em Campo Grande, que permaneceram na Superintendência da PF. A medida visa fortalecer o setor de inteligência e promover a integração real entre as corporações. A nova estratégia conjunta foi definida durante reuniões em Corumbá, cidade que abriga uma das principais fronteiras com a Bolívia.
Segundo o superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Carlos Henrique Cotta Dangelo, o combate ao crime organizado só alcançará resultados concretos com ações conjuntas e permanentes entre os países.
O acordo prevê que os policiais bolivianos permaneçam no Brasil, com recursos custeados pela própria PF, ampliando o potencial das investigações binacionais. A expectativa é de que as forças de segurança consigam identificar e desarticular quadrilhas que atuam tanto em nível regional quanto nacional.
Além disso, a Delegacia da Polícia Federal em Corumbá passará a ter novo comando neste mês, com o delegado Alexsandro Pereira de Carvalho. Experiente no enfrentamento ao crime organizado, ele já atuou na fronteira com o Paraguai, em Ponta Porã, e agora será responsável por consolidar as operações conjuntas com a Bolívia.
A rota de fuga de criminosos para países vizinhos é considerada um dos maiores desafios atuais das forças de segurança, que buscam reduzir a vulnerabilidade das fronteiras e dificultar a ação de facções internacionais.