Cargos, alianças e picuinhas: o jogo político em MS

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PT fora da base… mas dentro dos cargos? Não mais.

Depois de anunciar a saída da base aliada da administração de Eduardo Riedel, o PT continuava, todo faceiro, flanando nos cargos ocupados desde 2023. Como ninguém se apressava para limpar as gavetas, o governador resolveu usar a caneta. Secretários executivos indicados pelos petistas foram exonerados e substitutos já nomeados. E vem mais por aí.

As demissões atingiram, principalmente, aliados das duas principais lideranças petistas no Estado: o deputado federal Vander Loubet e o deputado estadual José Orcírio. Eles apostavam na convivência com o ninho tucano para reeditar a aliança em 2026, com um detalhe nada pequeno: exigiam apoio à reeleição de Lula.

Senado em disputa: o jogo do PL

Enquanto isso, o PL mantém a temperatura alta na disputa pela segunda vaga ao Senado. O presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, jogou a responsabilidade no colo de Reinaldo Azambuja. Cabe a ele indicar quem será o nome para compor a chapa ao lado de Tereza Cristina.

Na fila estão Gerson Claro (PP) e Nelson Trad Filho (PSD), que sonham em ser os escolhidos. Mas a definição não será rápida: os liberais não devem ter candidato próprio ao governo e a prioridade é manter o apoio à reeleição de Riedel.

O dilema bolsonarista

Do outro lado, os chamados “bolsonaristas raiz” voltam a viver o drama de não ter um candidato unificado. A história se repete: muita influência de Jair Bolsonaro, mas nenhum consenso interno.

Contar, Catan e Pollon até concordam que precisam de nomes de direita ao Governo e ao Senado. Mas, entre picuinhas e desentendimentos, a aliança nunca decola. Contar segue no PRTB, sem estrutura de campanha. Pollon prefere o Governo, mas também não descarta o Senado. E Catan tenta emplacar, sem sucesso, a ideia de candidatura própria.

No ano passado, Bolsonaro chegou a se irritar com as constantes visitas do grupo sul-mato-grossense a Brasília — sempre para discutir brigas internas. Resultado: entregou o comando de vez para Reinaldo e Riedel, proibindo o grupo de falar em candidatura própria.

Reinaldo em campo

Mesmo ainda sem assumir oficialmente o PL, Azambuja já se mexe. Conversa com lideranças bolsonaristas, cita Pollon como possível candidato ao Senado (dependendo de pesquisas) e convidou Contar para o ato de filiação. Pragmatismo puro: manter o grupo junto no palanque contra “o adversário, Lula”.

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