A Câmara Municipal de Campo Grande barrou, nesta terça-feira (5), um projeto da prefeitura que previa mudanças na gestão de dois importantes centros de saúde da Capital. A proposta foi rejeitada após votação em regime de urgência e dividiu opiniões entre os vereadores.
O Projeto de Lei 12.405/26 queria permitir que os Centros Regionais de Saúde (CRS) dos bairros Aero Rancho e Tiradentes passassem a ter a administração compartilhada com Organizações da Sociedade Civil (OSCs). A ideia do Executivo era testar um novo modelo de gestão, com a promessa de melhorar o atendimento e dar mais eficiência ao serviço.
Mas a maioria dos parlamentares não comprou a proposta. Dos 28 vereadores presentes, 17 votaram contra e 11 foram favoráveis. Mesmo com 14 emendas incluídas no texto — como exigências mais rígidas para as organizações interessadas, incluindo tempo mínimo de atuação e histórico sem envolvimento em corrupção — o projeto não avançou.
Um dos principais críticos foi o presidente da Comissão de Saúde da Câmara, vereador Dr. Victor Rocha, que afirmou que a medida não resolveria os problemas enfrentados pela saúde pública da cidade.
A prefeitura defendia que os dois centros foram escolhidos por serem estratégicos e atenderem grande volume de pacientes, além de dependerem exclusivamente de recursos municipais — diferente das UPAs, que recebem verbas federais. Para o Executivo, a parceria com entidades poderia aliviar custos e melhorar a gestão.
Após a votação, o presidente da Câmara, vereador Papy, destacou que o Legislativo cumpriu seu papel ao discutir um tema considerado delicado. Segundo ele, cabe aos vereadores debater e decidir sobre assuntos importantes para a população, mesmo quando são polêmicos.
Com a rejeição, a proposta de mudança na gestão dos centros de saúde está, por ora, descartada, e o modelo atual segue em vigor.