Soraya sobe o tom, denuncia “violência política de gênero” e promete processar adversários

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A senadora Soraya Thronicke (PSB) voltou a reagir aos rumores de que poderia desistir da candidatura ao Senado em Mato Grosso do Sul. Com a candidatura já registrada e a campanha nas ruas, a parlamentar elevou o tom contra setores do meio político que, segundo ela, estariam trabalhando para criar insegurança em torno de sua permanência na disputa.

Soraya classificou os comentários como uma tentativa de enfraquecimento político e afirmou que não pretende abandonar a corrida eleitoral.

“Tem pessoas no meio político que querem me tirar. Não existe essa possibilidade. Qual a intenção destas pessoas ao falarem uma coisa desta? Isso atrapalha muito, deixa muita gente insegura. Isso é violência política de gênero e eu sei de onde está vindo. Sei de onde estão vindo esses tiros e vou processar”, declarou.

A fala revela uma disputa que vai além das urnas e expõe a tensão dentro do próprio campo político que apoia a candidatura. Soraya disputa uma das duas vagas ao Senado pela coligação liderada pelo ex-deputado federal Fábio Trad (PT), que também tem o deputado federal Vander Loubet (PT) como candidato ao Senado.

Antes das convenções partidárias, houve conversas sobre uma possível composição para que apenas um dos nomes ocupasse o espaço da chapa na disputa pelo Senado. A articulação, porém, não avançou e os dois candidatos foram mantidos na corrida eleitoral.

Soraya sustenta que sua candidatura foi definida após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Segundo ela, um dos fatores considerados foi o fato de ser a única mulher à frente de uma candidatura majoritária em Mato Grosso do Sul.

A senadora tenta, assim, transformar os rumores de desistência em discurso político. Ao denunciar o que considera “violência política de gênero”, Soraya também busca demarcar território em uma eleição marcada por disputas internas, alianças de conveniência e pela briga por espaço dentro do campo governista.

A estratégia é clara: deixar de responder apenas aos adversários eleitorais e expor publicamente aqueles que, segundo ela, estariam interessados em retirar sua candidatura do tabuleiro antes mesmo da votação.

Ao afirmar que sabe de onde estariam partindo os ataques e que pretende recorrer à Justiça, Soraya coloca pressão sobre os bastidores da eleição e sinaliza que a disputa pelo Senado em Mato Grosso do Sul deverá ser marcada não apenas pelo confronto entre candidatos, mas também por uma intensa queda de braço dentro das próprias alianças políticas.

Enquanto os rumores continuam circulando, a senadora tenta encerrar a discussão com uma resposta direta: não há desistência no horizonte e sua candidatura segue de pé.

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