Marcelo Silveira Monteiro se apresentou à polícia e teve mandado de prisão preventiva cumprido; defesa questiona a medida no TJMS
O secretário de Serviços Públicos de Naviraí, Marcelo Silveira Monteiro, de 45 anos, foi preso nesta quinta-feira (15), após se apresentar espontaneamente à Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM). Contra ele havia um mandado de prisão preventiva em uma investigação sobre violência doméstica contra a ex-esposa.
O caso tramita em segredo de Justiça e envolve acusações de violência psicológica, ameaça com agravante, estupro no âmbito doméstico e disparo de arma de fogo, com aplicação da Lei Maria da Penha.
As denúncias foram formalizadas pela ex-companheira, com quem Marcelo manteve um relacionamento por 25 anos. Segundo o relato da mulher, o investigado não aceitava a separação e passou a frequentar sua residência de forma insistente, utilizando questões domésticas como justificativa.
Em um dos episódios relatados, ele teria agarrado e beijado a ex-esposa à força na presença do filho do casal.
Denúncia de ameaça com arma
A mulher também relatou um episódio ocorrido no início de setembro. Após uma discussão sobre a separação, Marcelo teria retornado ao imóvel com um revólver, encostado a arma no peito dela e efetuado um disparo que atingiu um vaso de plantas próximo.
Depois de procurar a DAM, a vítima obteve medidas protetivas de urgência em 18 de setembro. A decisão determinou o afastamento do investigado e a proibição de contato.
Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência de Marcelo, mas nenhuma arma de fogo foi localizada.
Posteriormente, o Ministério Público manifestou-se favoravelmente à prisão preventiva. A medida foi decretada pelo juízo da 2ª Vara Criminal em 25 de setembro.
Defesa pede liberdade
O advogado Guilherme Almeida Tabosa, responsável pela defesa do secretário, apresentou um habeas corpus com pedido de liminar ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).
A defesa sustenta que a prisão é ilegal e desproporcional. O material apresentado não informa o resultado da análise do pedido.
As acusações seguem sob apuração, e a prisão preventiva não representa condenação.