O show da banda Guns N’ Roses em Campo Grande, realizado na noite de quinta-feira (9) no Autódromo Orlando Moura, foi marcado por uma série de incidentes que transformaram o evento mais esperado do ano em um cenário de caos e tragédia. O que deveria ser uma celebração do rock foi ofuscado por violência, falhas logísticas severas e uma fatalidade.
Dentro do autódromo, o clima de tensão se manifestou em pancadaria. Vídeos registraram uma briga generalizada entre homens em meio ao público, com direito a agressões físicas que derrubaram espectadores ao chão. Relatos indicam que o tumulto ocorreu próximo a crianças, gerando desespero em quem tentava apartar a confusão. A ausência imediata de seguranças foi criticada por presentes, que precisaram vaiar e gritar por socorro para conter os ânimos.
A logística de acesso ao evento também foi um ponto crítico. O trânsito caótico resultou em um congestionamento de aproximadamente 10 quilômetros, impedindo que muitos fãs chegassem a tempo de assistir ao concerto. Na saída, o problema persistiu, com relatos de pessoas que ficaram presas no local até as 6h da manhã do dia seguinte.
Para agravar o saldo negativo da noite, uma morte foi registrada nas proximidades do autódromo. O vendedor ambulante Leandro Pereira Alfonso sofreu um mal súbito durante o evento. Apesar das tentativas de reanimação feitas pelo Corpo de Bombeiros, ele não resistiu. O conjunto de problemas estruturais e a falta de segurança transformaram a passagem da banda pela Capital em uma experiência frustrante e traumática para parte do público.