Operação Infiltrados prende policiais e familiares por suspeita de desvio de cocaína; veja os nomes citados na investigação

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Gaeco apura se drogas apreendidas eram retiradas de ocorrências e delegacias para abastecer o tráfico; delegado também é alvo da operação

A Operação Infiltrados, deflagrada pelo Gaeco nesta quinta-feira (24), prendeu policiais e familiares de um investigado em Mato Grosso do Sul. A ação apura a suspeita de que agentes de segurança desviavam drogas apreendidas, principalmente cocaína, para repassá-las a traficantes.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, foram expedidos 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão para cumprimento em Campo Grande, Dourados e Terenos. No balanço divulgado pelo órgão, havia confirmação da prisão preventiva de nove policiais civis, dois militares e um policial penal. O total inclui agentes cujos nomes não constam da relação divulgada até agora.

Entre os nomes apontados na apuração divulgada pelo Jornal Midiamax estão os policiais civis Douglas Tobias e Neverson Vieira de Araújo; os policiais militares Alison Lemes Bezerra e Luis Carlos de Souza; o ex-policial civil Augusto Torres Galvão Florindo; e o policial penal Vitor Ribeiro Venancio dos Santos, que já estava preso. Também foram citadas Valdenice da Silva Goes e Ana Carolina da Silva dos Santos, identificadas como familiares de um investigado.

O investigador Roberto Palmeira da Silva consta entre os alvos de mandado de prisão. Conforme as informações divulgadas nesta quinta-feira, havia expectativa de que ele se apresentasse à polícia, mas a apresentação ainda não estava confirmada.

Um delegado também é alvo da operação e não foi encontrado durante as diligências iniciais. A defesa afirmou que não havia sido informada sobre a existência de mandado de prisão contra ele. Sua situação deverá ser esclarecida pelas autoridades no decorrer da operação.

De acordo com o Gaeco, a investigação começou em outubro de 2025, após a descoberta de provas em outras duas operações. A suspeita é de que parte das drogas recolhidas deixava de ser registrada oficialmente ou era retirada de depósitos de delegacias. Os entorpecentes seriam então repassados a pessoas ligadas ao tráfico. Trata-se da versão apresentada pelos investigadores; as responsabilidades individuais ainda dependem da apuração e da análise da Justiça.

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