A comunidade haitiana em Campo Grande está de luto após a morte brutal de Mardoché Borgelin. O haitiano de 35 anos foi assassinado no dia 8 de janeiro, vítima de uma série de agressões.
Durante o ato, os presentes destacaram a importância de buscar justiça por Mardoché e de combater o racismo e a xenofobia. “Ninguém sai do seu país de origem para viver em outro país porque quer, porque gosta. Essas pessoas, em especial, elas vêm para um único objetivo, que é sobreviver”, afirmou Romilda Pizani, representante do Fórum Permanente das Entidades do Movimento Negro de Mato Grosso do Sul.
O crime gerou comoção e revolta entre os imigrantes, que denunciam o aumento da violência contra estrangeiros na cidade. “Estamos aqui pedindo um esclarecimento do Estado. Ele estava morando aqui em frente ao Ceasa, pois a visão dele era juntar uma renda e trabalhar a noite. Ele queria trazer, ainda nesse ano, a mulher e a esposa. A família dele está inconsolável”, disse Junel Ilora, presidente da Associação para a Solidariedade dos Haitianos no Brasil.
A Polícia Civil segue investigando o brutal assassinato de Mardoché Borgelin, o haitiano de 35 anos. Dois suspeitos já foram presos, mas as investigações indicam que outras pessoas podem ter participado do crime.
De acordo com testemunhas, Mardoché foi vítima de uma série de agressões ao longo do dia, culminando em seu assassinato. A vítima teria se envolvido em diversas confusões durante o dia, incluindo um desentendimento em um bar próximo à sua residência.