Mato Grosso do Sul faz 49 anos com força no agro e riquezas que encantam o mundo

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Criado em 11 de outubro de 1977, Estado reúne produção rural, diversidade cultural e destinos como o Pantanal e Bonito

Mato Grosso do Sul completa 49 anos de criação neste domingo, 11 de outubro. Jovem como unidade da Federação, mas com uma história construída muito antes de sua divisão territorial, o Estado celebra uma trajetória marcada pelo trabalho no campo, pela diversidade de seu povo e por paisagens que estão entre seus maiores patrimônios.

A criação foi formalizada pela Lei Complementar nº 31, assinada pelo então presidente Ernesto Geisel em 11 de outubro de 1977, durante o regime militar. O território foi desmembrado de Mato Grosso, após décadas de mobilização de lideranças favoráveis à divisão. A instalação administrativa ocorreu em 1º de janeiro de 1979, com Campo Grande como capital e Harry Amorim Costa como primeiro governador.

Desde então, Mato Grosso do Sul construiu sua própria trajetória, sem perder as raízes de uma população formada por povos indígenas, comunidades tradicionais e famílias vindas de diferentes regiões do Brasil. Na fronteira, a convivência com Paraguai e Bolívia também ajuda a compor uma identidade presente na música, na culinária e nos costumes.

O campo ocupa lugar central nessa história. A criação de gado e as lavouras de soja e milho são pilares da produção rural, ao lado de atividades como a avicultura e a suinocultura. A cadeia florestal, com o cultivo de eucalipto destinado à celulose, amplia a conexão entre a produção agropecuária e a indústria. IBGE

Essa base produtiva abre oportunidades para agregar valor aos produtos dentro do próprio Estado. Transformar a matéria-prima em alimentos, energia e produtos industriais pode ampliar empregos e renda, enquanto a agricultura familiar mantém seu papel no abastecimento e na economia dos municípios.

As potencialidades, porém, vão além das propriedades rurais. No turismo, Mato Grosso do Sul reúne experiências que combinam natureza, aventura, história e cultura.

Bonito e a Serra da Bodoquena atraem visitantes pelos rios transparentes, pelas cavernas, cachoeiras e atividades de ecoturismo. No Pantanal, a observação de animais, os passeios e a convivência com a cultura pantaneira oferecem uma experiência singular.

Corumbá ocupa um lugar especial nesse cenário. Sua história, sua cultura fronteiriça e o acesso às paisagens pantaneiras integram um patrimônio que pode gerar oportunidades para guias, hotéis, restaurantes, artesãos e pequenos empreendedores. A Estrada-Parque Pantanal percorre áreas de Corumbá, Miranda e Ladário, aproximando o visitante da riqueza natural da região.

Celebrar esse potencial também significa reconhecer a necessidade de preservá-lo. A conservação dos rios, da vegetação e da fauna sustenta o turismo e a qualidade de vida. No agro, o futuro exige produtividade acompanhada de cuidado com o solo, a água e os recursos naturais.

Aos 49 anos, Mato Grosso do Sul tem motivos para celebrar e desafios para enfrentar. Sua riqueza precisa chegar à vida das pessoas, com educação, saúde, infraestrutura e oportunidades nos municípios.

Entre lavouras, cidades e águas pantaneiras, o jovem Estado segue construindo sua história. Seu maior potencial está na capacidade de transformar trabalho e patrimônio natural em desenvolvimento que beneficie sua população.

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