Médico de 78 anos responderá em liberdade, mas terá de usar tornozeleira eletrônica e cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça.
O cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, obteve liberdade provisória nesta sexta-feira (22), após decisão judicial favorável a um pedido de habeas corpus. Ele havia sido preso por porte ilegal de arma de fogo após a morte da companheira, a fisioterapeuta Fabíola Marcote, de 42 anos, encontrada sem vida em uma residência no Bairro Chácara dos Poderes, em Campo Grande.
Com a decisão, o médico responderá ao processo em liberdade, mas deverá cumprir uma série de medidas cautelares impostas pela Justiça. Entre elas estão o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar.
Segundo a defesa, representada pelo advogado José Belga, João Jazbik também está proibido de manter contato com testemunhas ligadas ao caso, além de cumprir outras determinações estabelecidas pelo Judiciário.
A ocorrência foi registrada após Fabíola ser encontrada morta dentro da casa onde morava com o companheiro. Conforme relato prestado pelo médico à polícia, a fisioterapeuta teria iniciado normalmente sua rotina durante a manhã e, em determinado momento, subido para o andar superior do imóvel.
Pouco tempo depois, ela foi localizada já sem sinais vitais. As circunstâncias da morte seguem sendo apuradas pelas autoridades.
A prisão do cardiologista ocorreu em razão da apreensão da arma de fogo encontrada no local, cuja posse, segundo as investigações iniciais, apresentava irregularidades. O inquérito continua em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso.