Indignação: motorista que matou criança em Rio Negro é solto pela Justiça

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A decisão da Justiça de soltar José Junior Maria Campos, motorista responsável pelo atropelamento e morte do menino Juliano Honorato, de 10 anos, gerou revolta e comoção na cidade de Rio Negro e nas redes sociais. O crime, ocorrido na noite de quarta-feira (25), chocou a comunidade local.

Apesar de ter sido preso em flagrante por dirigir sob efeito de álcool e causar a morte da criança, Campos foi liberado após audiência de custódia nesta quinta-feira (26). O juiz responsável pelo caso reconheceu a legalidade da prisão, mas entendeu que não havia motivos suficientes para mantê-lo detido preventivamente.

Em sua decisão, o magistrado citou a falta de pedido de prisão preventiva por parte do Ministério Público e da Polícia Civil, além da natureza do crime, classificado como homicídio culposo, que prevê pena menor. O juiz também argumentou que a garantia da ordem pública não justificaria a prisão, mesmo diante da revolta da população.

Revolta Popular

Nas redes sociais, a decisão judicial foi amplamente criticada. Internautas manifestaram indignação com a soltura de Campos, alegando que a pena é branda e que o motorista não demonstra arrependimento. Muitos questionam a velocidade de 60 km/h informada pelo motorista, acreditando que ele estaria dirigindo em alta velocidade no momento do acidente.

A morte de Juliano Honorato comoveu a cidade de Rio Negro. Testemunhas relataram que o menino foi atropelado quando brincava na rua e que o motorista não teria tomado nenhuma medida para evitar o acidente. O fato de Campos ter confessado ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir agravou ainda mais a situação.

O Acidente

Conforme o boletim de ocorrência, José Junior Maria Campos estava em um Fiat Uno prata e dirigia a cerca de 60 km/h quando atingiu Juliano Honorato, que estava em um ponto escuro da calçada. O motorista alegou que não teve tempo de frear, mas policiais militares que atenderam à ocorrência encontraram latas de cerveja abertas dentro do veículo e perceberam que Campos apresentava sinais de embriaguez.

A morte de Juliano Honorato é mais um trágico exemplo dos riscos da combinação de álcool e direção. A decisão da Justiça de soltar o responsável pelo crime gerou uma grande discussão sobre a segurança no trânsito e a punição para motoristas que causam acidentes fatais.

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