Uma ocorrência iniciada como assalto residencial terminou em confronto armado e na morte de um homem ainda não identificado oficialmente na noite desta quarta-feira (19). O caso ocorreu na região norte da capital, mobilizando equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e da Perícia Técnica em uma varredura que se estendeu até o início da madrugada.
As informações iniciais colhidas no local apontavam que a vítima da troca de tiros seria um morador de rua. No entanto, o avanço das investigações revelou que o homem era o principal suspeito de invadir uma residência e assaltar uma trabalhadora horas antes.
O caso teve início quando a Polícia Militar foi acionada para atender a um chamado de roubo no bairro Carandá Bosque. O criminoso havia invadido a casa de uma idosa e, sob ameaça, roubado a mochila com pertences pessoais que pertencia à cuidadora da proprietária do imóvel.
Durante as buscas na região norte, os policiais localizaram um indivíduo com as mesmas características e carregando os objetos roubados. Ao perceber que seria abordado, o homem correu em direção a uma área de mata fechada nas proximidades para tentar despistar as viaturas.
Dois policiais militares entraram a pé na vegetação densa para fazer o cerco. No meio da escuridão, o suspeito ignorou os comandos de voz, sacou uma faca e avançou contra a equipe. Para conter a agressão, os militares reagiram e balearam o homem.
O próprio pelotão prestou o socorro imediato, colocando o ferido na viatura e conduzindo-o até o Centro Regional de Saúde (CRS) Nova Bahia. Apesar do atendimento médico de urgência, ele não resistiu aos ferimentos e faleceu pouco tempo depois de dar entrada na unidade de saúde.
A faca usada contra os policiais e a mochila da cuidadora foram apreendidas e apresentadas na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol, onde o caso foi registrado.
Como o homem não portava nenhum documento de identidade, o corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) para a realização de exames papiloscópicos por meio das digitais. O confronto também será investigado em um Inquérito Policial Militar (IPM) de praxe para apurar as circunstâncias da ação dos agentes.