Polícia Civil investiga o caso como homicídio qualificado; vítima, que ainda não foi identificada, apresentava lesão na cabeça e pode ter sido executada na trilha turística.
A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul investiga o assassinato de um homem, de idade estimada entre 25 e 30 anos, cujo corpo foi localizado na manhã de domingo (23), em uma trilha de acesso à Cachoeira do Inferninho, tradicional ponto turístico e de aventura na saída para Rochedo. A vítima estava com as mãos amarradas para trás e apresentava uma grave lesão na região da nuca.
O Encontro do Cadáver
De acordo com o boletim de ocorrência, o cadáver foi descoberto por volta das 11h20 por um grupo de três militares das Forças Armadas que realizavam uma caminhada pela região. Ao chegarem ao final da trilha, os trilheiros avistaram o homem sentado, já sem sinais vitais, e acionaram imediatamente a Polícia Militar via 190.
Equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e da Perícia Científica isolaram a área para realizar os primeiros levantamentos técnicos. Devido às condições de difícil acesso do terreno geográfico, o Corpo de Bombeiros Militar foi acionado e utilizou técnicas de rapel e cordas para resgatar e içar o corpo do local.
Investigação e Perícia
Segundo as informações preliminares divulgadas pelos peritos, não foram encontrados vestígios ou sinais de pólvora na cena do crime, o que demanda exames de necropsia complementares para determinar se o ferimento na cabeça foi provocado por um disparo de arma de fogo ou por um golpe com objeto contundente. A principal linha de investigação sugere que a vítima foi transportada sob restrição de liberdade até a cachoeira e executada diretamente no local.
Como o homem não portava nenhum documento de identificação pessoal, carteira ou pertences, os peritos criminais coletaram as impressões digitais do cadáver para a realização de uma perícia datiloscópica, visando descobrir sua identidade nos bancos de dados do Estado.
O caso foi registrado oficialmente como homicídio qualificado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) e as investigações seguem em andamento para identificar os autores e a motivação do crime.