Equipes do Gaeco cumprem mandados em Sidrolândia em nova fase de operação contra fraudes em licitações

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Nesta sexta-feira (21), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) desencadeou uma operação em Sidrolândia, cidade localizada a cerca de 70 quilômetros de Campo Grande, para investigar fraudes em licitações. O prédio da prefeitura é um dos alvos das buscas realizadas pelas equipes.

As primeiras informações indicam que as equipes do Gaeco estão na Prefeitura de Sidrolândia, mas até o momento não houve declaração oficial da prefeita Vanda Camilo (PP) sobre a operação em curso.

Essa não é a primeira vez que Sidrolândia é alvo de operações de combate à corrupção. Em maio deste ano, a cidade já havia sido investigada em uma operação contra fraudes em licitações. Na ocasião, foi descoberto um esquema envolvendo empresários locais que fraudavam documentos de empresas concorrentes para garantir que elas fossem contratadas pelo poder público.

As empresas envolvidas no esquema terceirizavam os serviços pelos quais foram pagas com dinheiro público, embora não tivessem a estrutura ou a capacidade para executá-los adequadamente. A investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) também apontou a participação de ao menos quatro servidores públicos no esquema.

Os servidores eram acusados de corrupção passiva e teriam recebido pagamentos indevidos de algumas das empresas envolvidas nas fraudes. No entanto, os pedidos de prisão preventiva contra os servidores não foram deferidos.

A operação atual busca aprofundar as investigações e apurar novas irregularidades relacionadas a licitações na prefeitura de Sidrolândia. Segundo as primeiras informações, o esquema de corrupção teria iniciado em 2017, com as empresas fraudulentas participando das licitações usando CNPJs de fachada.

A Rocamora, uma das empresas envolvidas nas fraudes, tem sido alvo de atenção especial, já que, em apenas quatro dias, conseguiu garantir contratos no valor de R$ 900 mil com a prefeitura. Desde o início de 2023, a empresa já recebeu mais de R$ 2,3 milhões em valores repassados pelo município.

A investigação do Gaeco está sendo acompanhada de perto pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), que também monitora as contratações. A diversidade de serviços fornecidos pela Rocamora, que inclui desde alimentos para merenda escolar até serviços de chaveiro e fornecimento de vidros, levantou suspeitas e motivou uma análise minuciosa dos contratos da empresa com a prefeitura.

As investigações ainda estão em andamento, e novas informações sobre a operação serão divulgadas conforme o desdobramento dos trabalhos realizados pelo Gaeco em Sidrolândia.

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