A Capitania Fluvial do Pantanal e a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul abriram investigações imediatas para apurar as causas e as responsabilidades de um acidente ocorrido na noite da última segunda-feira, 31 de agosto, na BR-262. Um comboio de barcaças colidiu contra os pilares de sustentação e as estruturas de proteção (dolphins) da ponte rodoviária sobre o Rio Paraguai, na região de Porto Morrinho, em Corumbá.
A embarcação, que operava a serviço da empresa LHG, foi formalmente retida pela autoridade marítima logo após o impacto. A Capitania Fluvial instaurou um Inquérito Administrativo sobre Fatos e Acidentes da Navegação (IAFN) para apurar as circunstâncias do ocorrido. Uma das principais linhas de investigação busca determinar se o comboio navegava com excesso de carga, descumprindo os limites operacionais permitidos para o trecho do rio.
Paralelamente, a Polícia Civil conduz uma apuração na esfera criminal. O caso é tratado preliminarmente como potencial crime contra a segurança do transporte fluvial e dano ao patrimônio público. O comandante da embarcação e representantes da empresa responsável devem ser intimados a prestar depoimento nos próximos dias.
Vistoria técnica e impactos no trânsito
Na manhã desta terça-feira, 1º de setembro, equipes de engenheiros e peritos criminais foram mobilizadas até o local para avaliar a extensão dos danos estruturais. Até o momento, as autoridades informaram que não há confirmação de comprometimento crítico que ameace a estabilidade da ponte, mas o monitoramento segue contínuo.
Por medida de segurança, o tráfego de veículos sobre a ponte da BR-262 não foi totalmente interrompido, mas opera em sistema de “pare e siga” (meia pista).
O incidente acontece em um momento delicado para a infraestrutura local. A ponte sobre o Rio Paraguai já vinha passando por uma ampla reforma e reforço estrutural coordenados pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), com investimentos estimados em R$ 11,7 milhões. As restrições atuais de trânsito, que já causavam lentidão na rodovia devido ao cronograma das obras, devem ser mantidas por tempo indeterminado até a conclusão dos laudos técnicos periciais.