Defesa nega fuga de delegado procurado pelo Gaeco e diz que ele não sabia da operação

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Hoffman D’Ávila não foi encontrado durante buscas em sua casa; advogado afirma que ele se apresentará após esclarecer a existência da ordem de prisão

O advogado do delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa negou, nesta quinta-feira (24), que o cliente tenha fugido da Operação Infiltrados, deflagrada pelo Gaeco em Mato Grosso do Sul. Segundo Amilton Ferreira de Almeida, Hoffman não sabia que seria alvo da ação e não estava em casa quando os agentes chegaram ao imóvel, no Carandá Bosque, em Campo Grande, por volta das 5h.

A defesa afirmou que Hoffman permanece na Capital e que ele deverá se apresentar caso seja necessário cumprir uma ordem judicial. O advogado disse que buscava acesso às informações do procedimento para verificar a situação do delegado. Durante as buscas na residência, os dois chegaram a conversar por chamada de vídeo.

Hoffman é apontado como alvo de mandados de busca e de prisão. Como ele não foi localizado no endereço, investigadores procuraram imagens de câmeras da região para identificar quando saiu de casa. O Gaeco também apura a possibilidade de vazamento de informações sobre a operação. Até o momento, não foi demonstrado que o delegado soubesse antecipadamente da ação ou que tenha deixado o imóvel para evitar a prisão.

O que investiga a Operação Infiltrados

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a operação apura um esquema no qual drogas apreendidas por policiais, principalmente cocaína, teriam sido desviadas e repassadas a traficantes. Foram expedidos 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos. No balanço inicial, o Gaeco informou a prisão de nove policiais civis, dois militares e um policial penal.

A investigação está em andamento. Os mandados e as suspeitas apuradas não representam condenação dos investigados.

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