Mato Grosso do Sul atravessa um cenário crítico em relação à Chikungunya, concentrando a maioria das mortes pela doença no Brasil. De acordo com o Painel de Monitoramento do Ministério da Saúde, o estado já soma 15 óbitos confirmados e um em investigação. Neste final de semana, a cidade de Bonito registrou sua terceira morte pela arbovirose.
Em Bonito, as vítimas mais recentes foram um homem de 72 anos e uma mulher de 87 anos, ambos com histórico de hipertensão. O município turístico contabiliza 154 casos confirmados. No panorama estadual, Mato Grosso do Sul lidera as estatísticas nacionais com 10.866 registros, sendo 4.614 já confirmados. Além de Bonito, as mortes ocorreram em Dourados (9), Jardim (2) e Fátima do Sul (1).
Os dados do Ministério da Saúde revelam que as mulheres são as mais afetadas, representando 58% dos casos. Outro ponto de alerta é a alta incidência entre a população indígena, que responde por 34,71% das confirmações no estado. Em Dourados, onde se concentra uma grande comunidade originária, o índice é ainda mais alarmante: 66,45% dos 2.319 casos confirmados na cidade foram registrados em indígenas.
O Centro-Oeste permanece em estado de vigilância máxima, com três estados da região figurando entre os cinco com maior coeficiente de incidência da doença no país. No Brasil, das 22 mortes confirmadas até o momento, 15 ocorreram em solo sul-mato-grossense.