Mato Grosso do Sul figura entre os sete estados brasileiros que registram aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) relacionados à COVID-19, de acordo com o Boletim InfoGripe divulgado pela Fiocruz nesta quinta-feira (22).
Segundo o relatório, os dados de faixa etária e resultados laboratoriais indicam que esse crescimento está primariamente ligado à COVID-19. Além de MS, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo também estão incluídos na lista. Entre as capitais, Campo Grande mostra indícios de aumento, assim como Aracaju (SE), Cuiabá (MT), Goiânia (GO), Natal (RN), Palmas (TO), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Vitória (ES). Notavelmente, as áreas com sinal mais evidente de crescimento estão no Centro-Oeste e Sudeste.
Por outro lado, a região Norte mantém uma tendência de estabilização. Nesta atualização do boletim, foi observado também o retorno de casos positivos para o vírus influenza A, responsável pela gripe.
Embora também detectados principalmente nos estados do Centro-Sul, especialmente nas regiões Sudeste e Sul, os casos de gripe ainda são consideravelmente inferiores aos da COVID-19. “Pode haver uma situação de cocirculação, ou seja, um aumento simultâneo dos dois vírus em alguns estados do país, especialmente no Centro-Sul. Diante desse cenário, quais recomendações podemos fazer?”, questiona Marcelo Gomes, pesquisador do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz) e coordenador do InfoGripe.
“É crucial seguir o que já sabemos. Ao procurar uma unidade de saúde – seja por trabalho, visita ou necessidade de atendimento – é importante usar uma máscara de proteção adequada, como as do tipo N95, PFF2, que oferecem maior proteção coletiva por meio do uso individual”, orienta.
Em caso de suspeita de COVID-19, como sintomas respiratórios ou semelhantes aos da gripe, a recomendação básica é repousar, isolar-se e procurar assistência médica, além de utilizar máscara. Além desses cuidados, destaca-se a importância de manter-se atualizado com as vacinas tanto contra a COVID-19 quanto contra a gripe.
Em relação à média móvel, as seis primeiras semanas do ano apresentaram uma taxa de cerca de 33,5 mil casos por semana. No mesmo período de 2023, essa taxa era de 21 mil. O país registra, portanto, um aumento de 154% na média móvel de casos de coronavírus em comparação ao último ano.