Polícia Federal investiga trabalho escravo em fazenda de candidato e apreende 14 armas em MS

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PORTO MURTINHO (MS) – Uma operação conjunta entre a Polícia Federal e auditores-fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego resultou na interdição de uma propriedade rural pertencente ao empresário e candidato Carlos Bernardo. A ação teve como objetivo principal combater a exploração de mão de obra em condições degradantes e o desrespeito às leis trabalhistas federais na região de fronteira.

Durante a fiscalização na fazenda, as equipes de inspeção localizaram e resgataram 23 trabalhadores rurais em situação de extrema irregularidade. De acordo com o relatório preliminar dos fiscais, o grupo estava submetido a alojamentos precários, ausência de saneamento básico e jornadas de trabalho abusivas, o que configura formalmente o crime de redução à condição análoga à de escravo.

Arsenal apreendido e irregularidades

Além das violações trabalhistas, a Polícia Federal localizou um verdadeiro arsenal oculto nas instalações da propriedade. Ao todo, os agentes apreenderam 14 armas de fogo de diferentes calibres, além de farta quantidade de munição.

Entre o armamento apreendido, os policiais civis e federais identificaram peças que apresentavam sinais evidentes de adulteração, incluindo armamentos com a numeração de série totalmente raspada. O flagrante motivou a abertura de uma linha de investigação paralela por posse e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Defesa e andamento jurídico

A assessoria jurídica do candidato Carlos Bernardo informou que está tomando ciência do inteiro teor do inquérito e que prestará todos os esclarecimentos devidos à Justiça no decorrer do processo de defesa. Os trabalhadores resgatados foram encaminhados para abrigos municipais para o recebimento das verbas rescisórias emergenciais, enquanto a fazenda segue sob monitoramento da PF.

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