Gaeco deflagra nova operação em Água Clara e mira ex-secretárias por desvios na Educação

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O Grupo de Atuação Especial na Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) realiza, na manhã desta segunda-feira (14), uma operação em Água Clara, município localizado a 195 km de Campo Grande. Com o apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar, as equipes cumprem mandados em endereços ligados a ex-servidoras do primeiro escalão e a um empresário local.

De acordo com o Portal Mídia Clara, os alvos da ação incluem residências vinculadas à ex-secretária de Finanças do município e à ex-secretária de Educação. Ambas ocuparam os cargos durante o mandato da prefeita Gerolina Alves, que atualmente cumpre seu segundo período à frente do Executivo municipal.

Desvios de R$ 10 milhões e notas frias

A nova fase ostensiva tem como pano de fundo os desdobramentos da Operação Malebolge, deflagrada no início do ano passado. A investigação principal apura um esquema criminoso que desviou cerca de R$ 10 milhões destinados à educação nas cidades de Água Clara e Rochedo.

Segundo as investigações do Ministério Público, o esquema funcionava mediante o pagamento de propina a agentes públicos. Em troca das vantagens ilícitas, os servidores atestavam falsamente o recebimento de produtos e serviços que nunca foram entregues ou prestados. O grupo também acelerava os trâmites burocráticos para a emissão de notas frias, agilizando os repasses financeiros aos empresários parceiros.

As fraudes na merenda e na educação da região foram descobertas após a apreensão e análise de celulares na Operação Turn Off. Essa apuração inicial revelou um rombo ainda maior, estimado em R$ 68 milhões, envolvendo desvios tanto na saúde quanto na educação de Mato Grosso do Sul, implicando diretamente uma rede de servidores de alto escalão e empresários.

Posicionamento do Executivo

Procurada pela reportagem para comentar a ação policial em andamento, a prefeita Gerolina Alves afirmou que os agentes do Gaeco não estiveram na sede da Prefeitura Municipal. “Não tive conhecimento dos autos desse processo”, limitou-se a declarar a chefe do Executivo.

A operação segue em andamento em diversos pontos da cidade. Até o momento, o Ministério Público Estadual não divulgou o balanço total de mandados de busca, apreensão ou eventuais prisões realizadas nesta manhã.

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