Vítima ainda não identificada foi encontrada com duas perfurações no tórax; comunidade denuncia invasões, consumo de drogas e insegurança no imóvel desativado
O assassinato de um homem de aproximadamente 45 anos, encontrado na madrugada deste domingo (30) dentro do antigo prédio do Centro Regional de Saúde (CRS) da Moreninha III, voltou a expor uma reclamação antiga dos moradores: o abandono de parte do imóvel público e a insegurança provocada pela ocupação irregular do espaço.
A vítima, ainda não identificada, apresentava duas perfurações na região do tórax, aparentemente provocadas por faca. O corpo foi localizado nas dependências do prédio situado na Rua Guarabu da Serra.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 3h26, depois que uma pessoa encontrou o homem caído, com sangramento pelo corpo e aparentemente sem vida.
Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) também foram chamadas. Quando os policiais chegaram, os socorristas já estavam no endereço e constataram a morte.
A avaliação inicial identificou duas lesões provocadas por instrumento perfurocortante na região do peito. A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil, da Perícia Criminal e do GOI (Grupo de Operações e Investigações).
A vítima não portava documentos e não foi reconhecida pelas pessoas que estavam nas proximidades. O corpo deverá passar por exame necroscópico e por procedimentos de identificação.
Abandono preocupa comunidade
Moradores e comerciantes afirmam que a parte desativada do antigo CRS é frequentemente invadida, principalmente durante a noite. Segundo os relatos, pessoas usam o imóvel para dormir, consumir bebidas alcoólicas e fazer uso de entorpecentes.
A falta de controle de acesso e de vigilância aumentaria a sensação de insegurança nas proximidades. Comerciantes relatam preocupação com a circulação de pessoas desconhecidas durante a madrugada, enquanto famílias temem que o espaço seja utilizado para crimes.
O homicídio reforçou as cobranças por uma intervenção da Prefeitura de Campo Grande. A comunidade pede que a administração municipal faça o fechamento adequado dos acessos, mantenha vigilância no endereço e dê uma destinação à área que não está sendo utilizada.
Os moradores também defendem uma atuação conjunta das áreas de segurança, saúde e assistência social. Além da proteção dos imóveis próximos, eles cobram atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade que procuram o prédio como abrigo.
Crime segue sem esclarecimento
Até a publicação desta matéria, não havia informação sobre suspeitos, prisões ou sobre a motivação do crime. Também não foi esclarecido se o homem foi atacado dentro do imóvel ou se chegou ferido ao local.
A Polícia Civil deverá ouvir testemunhas e verificar a existência de câmeras de segurança em estabelecimentos e residências da região. As imagens poderão ajudar a identificar quem entrou ou saiu do prédio nas horas anteriores à localização do corpo.
O caso foi registrado como homicídio simples na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol e segue sob investigação.
Até o momento, não foi localizada manifestação pública da Prefeitura de Campo Grande sobre a situação da área desativada ou sobre eventuais medidas de segurança e recuperação do imóvel. O Estado Diário mantém espaço aberto para esclarecimentos da administração municipal.