Uma violenta execução motivada pela disputa territorial entre grupos criminosos chocou a população de Cassilândia, município localizado a 430 quilômetros de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Na noite de 1º de agosto de 2026, um ataque a tiros resultou nas mortes de Márcio Aparecido da Silva Filho, conhecido popularmente como “Márcio Pelé”, de 27 anos, e de sua filha de apenas três anos e oito meses. As vítimas estavam a bordo de um veículo Fiat Uno quando foram emboscadas por atiradores em um cruzamento residencial na Vila Pernambuco.
A principal linha de investigação da Polícia Civil indica que o crime decorre de uma guerra em expansão entre as facções rivais Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) no estado. De acordo com o que foi apurado, Márcio possuía ligação com o CV e era o alvo exclusivo dos criminosos, que utilizaram pistolas de calibre 9 mm na execução. A criança, que estava no banco de trás, acabou sendo atingida fatalmente de forma acidental durante a sequência de disparos.
A brutalidade da ação ficou evidente pelas marcas deixadas no veículo e no cenário do crime, concentradas principalmente no lado do motorista. No automóvel, foram encontradas ao menos quatro perfurações de projéteis, e dezenas de cápsulas deflagradas ficaram espalhadas pela calçada. Além de Márcio e de sua filha, outras duas pessoas estavam no veículo: uma mulher, que saiu ilesa, e uma segunda criança, que sofreu ferimentos leves causados por estilhaços de vidro e recebeu atendimento médico na Santa Casa local.
Logo após o ocorrido, equipes das polícias Civil e Militar isolaram o perímetro urbano para permitir os levantamentos da perícia técnica, deslocada da cidade vizinha de Paranaíba. Diante do risco de novas retaliações na região devido ao conflito de facções, o Batalhão de Choque da Polícia Militar (BPMChoque) foi enviado de Campo Grande para reforçar o policiamento. Até o momento, forças de segurança pública continuam com diligências intensas na tentativa de identificar e capturar os executores, que fugiram do local.
A Polícia Civil mantém buscas ativas na região de Cassilândia para capturar os executores do ataque, que seguem foragidos, enquanto detalhes sobre as rotas de fuga e a identificação dos envolvidos são mantidos sob sigilo com o apoio estratégico do Batalhão de Choque da Polícia Militar (BPMChoque). Paralelamente, o cenário médico traz alento em relação à segunda criança atingida pelos estilhaços de vidro no veículo; ela foi prontamente socorrida, recebeu o atendimento médico necessário na Santa Casa local e, por não apresentar ferimentos graves ou risco de vida, já recebeu alta hospitalar.