Técnico de enfermagem investigado por suspeita de estupro de paciente no HRMS é solto; defesa nega acusação

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Servidor responderá à investigação em liberdade; defesa sustenta que não há provas do crime e afirma que ele não estava no setor indicado no momento dos fatos.

O técnico de enfermagem, de 52 anos, investigado por suspeita de estuprar uma paciente no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande, foi colocado em liberdade nesta sexta-feira (24). O inquérito policial tramita sob sigilo.

O servidor deixou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) por volta das 16h30. No local, foi recebido por familiares que o aguardavam e, em seguida, deixou a unidade acompanhado da defesa.

O advogado Matheus Morandi informou à imprensa que requereu o relaxamento da prisão após o investigado prestar depoimento à Polícia Civil. Segundo a defesa, o pedido foi acolhido, permitindo que o técnico responda à investigação em liberdade.

A defesa afirma que o investigado nega as acusações e sustenta que, até o momento, não há elementos suficientes que comprovem a prática do crime. De acordo com o advogado, o cliente o procurou no domingo e, durante reunião realizada na manhã de segunda-feira, reafirmou que era inocente. Horas depois, ele foi preso.

Ainda conforme a defesa, o técnico afirma que não estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no horário em que o suposto crime teria ocorrido. O advogado também argumenta que, pelas rotinas do setor, os profissionais não permanecem sozinhos com pacientes internados na unidade.

“Com o tempo, será comprovada a inocência dele”, declarou o advogado, acrescentando que pretende demonstrar essa versão durante o curso do inquérito policial.

Ao comentar a origem da denúncia, a defesa afirmou que a paciente havia sido recentemente extubada e estava sob efeito de medicamentos que, segundo o advogado, poderiam comprometer sua percepção e nível de consciência. Essa é a tese apresentada pela defesa e será objeto de apuração pelas autoridades.

A investigação segue em andamento e a Polícia Civil ainda apura as circunstâncias do caso. Até a conclusão do inquérito, o técnico é considerado investigado e não há condenação judicial.

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