Apesar do anúncio do governo federal de zerar os impostos que incidem sobre o diesel, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul alerta que a medida só terá efeito real se a redução for repassada até as bombas.
Para o presidente da entidade, Marcelo Bertoni, a queda no preço do combustível é fundamental para aliviar os custos de produção e evitar reflexos no preço final dos alimentos. Segundo ele, o diesel tem impacto direto não apenas dentro das propriedades rurais, mas também no transporte da produção e na distribuição de insumos.
“Além de pressionar os custos dentro da porteira, a alta do diesel encarece o frete e pode gerar impacto para toda a sociedade”, destacou.
Bertoni ressaltou que o momento é sensível para o setor. A safra 2025/2026 está em fase avançada, com cerca de 70% da área de soja já colhida, enquanto o plantio do milho segue no mesmo ritmo.
Diante desse cenário, a Famasul defende que órgãos de controle acompanhem a aplicação da medida, garantindo que a redução de impostos chegue, de fato, ao consumidor final.
Segundo o presidente, qualquer aumento no preço do diesel pressiona os custos do produtor e pode comprometer a rentabilidade, especialmente em um contexto de margens mais apertadas.
“A decisão do governo busca amenizar essas pressões, mas sua efetividade depende do repasse ao preço final nas bombas”, concluiu.