Polícia apreende Porsche de R$ 1 milhão ligado a líder de facção foragido

0

Uma operação conjunta das polícias civis de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul resultou na apreensão de um carro de luxo ligado a um integrante de alto escalão de uma facção criminosa. O veículo, um Porsche Panamera avaliado em cerca de R$ 1 milhão, foi localizado em Campo Grande.

A ação contou com apoio do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado e faz parte das investigações da Operação Imperium, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso.

Segundo os investigadores, o automóvel era alvo de medida de sequestro de bens determinada pela Justiça dentro das apurações que investigam o núcleo financeiro da organização criminosa. A operação tem como objetivo atingir a estrutura responsável pela movimentação e ocultação de recursos provenientes de atividades ilícitas.

O Porsche estava registrado em nome da esposa de um dos principais integrantes da facção, conhecido pelo apelido de “Vovozona”. Ela é apontada pela investigação como participante do esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligado ao grupo criminoso.

Considerado um criminoso de alta periculosidade, “Vovozona” é apontado como liderança da facção na região de Rondonópolis. Ele está foragido desde julho de 2023, quando escapou do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.

Na ocasião, ele e outro detento tiveram autorização para sair da unidade prisional supostamente para realizar serviço externo, mas não retornaram.

Após a fuga, as investigações avançaram e apontaram que o foragido, com apoio da esposa e de pessoas próximas, utilizava documentos falsos para abrir contas bancárias e registrar empresas de fachada. O objetivo era movimentar dinheiro oriundo do crime, lavar recursos e adquirir bens de alto valor, como veículos e imóveis.

Deflagrada em fevereiro, a Operação Imperium busca desarticular o sistema financeiro que sustentava a atuação da facção criminosa no sul de Mato Grosso. Durante a ação, foram cumpridos mandados de prisão, busca e apreensão e sequestro de bens.

As investigações apontam ainda que empresas registradas em Rondonópolis, área considerada reduto da organização criminosa, eram abertas com identidades falsas ou em nome de pessoas ligadas diretamente ao foragido.

No esquema, essas empresas recebiam recursos de integrantes da facção e reintroduziam o dinheiro no mercado formal por meio da compra de veículos, imóveis e distribuição de lucros entre os membros da organização criminosa.

.