Isolada em MS, Simone Tebet ganha espaço político e pode disputar Senado em SP

0

A ex-senadora e atual ministra do Planejamento, Simone Tebet, consolidou seu nome como uma das principais lideranças políticas surgidas após as eleições presidenciais de 2022 Brazilian general election. Embora tenha enfrentado a forte polarização entre Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, a sul-mato-grossense saiu da disputa com projeção nacional e ampliou sua influência no cenário político do país.

Durante o segundo turno daquele pleito, Tebet decidiu apoiar Lula, movimento que provocou forte reação entre parte do eleitorado conservador, especialmente em Mato Grosso do Sul, onde a direita tem grande base de apoio. A ministra já relatou publicamente as dificuldades políticas e pessoais enfrentadas após essa decisão, situação que contribuiu para que passasse a residir em São Paulo.

Mesmo alvo de críticas de setores mais conservadores — que frequentemente afirmam que ela teria perdido espaço político em seu estado de origem — o cenário nacional aponta em direção oposta. Longe de representar um declínio, a trajetória recente de Tebet indica uma mudança estratégica de eixo político.

Com capital político ampliado após a campanha presidencial e sua atuação no governo federal, a ministra avalia transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. A movimentação é vista nos bastidores como um passo decisivo para uma eventual candidatura ao Senado, disputa em que ela já aparece entre os nomes mais competitivos.

Levantamento do Datafolha mostra que, se as eleições fossem realizadas hoje, Tebet teria fortes chances de conquistar uma das vagas paulistas no Senado. Nos cenários testados, ela aparece atrás apenas de Fernando Haddad e Geraldo Alckmin — dois nomes que, ao que tudo indica, devem seguir outros caminhos eleitorais.

Em um dos cenários analisados pelo instituto, Haddad lidera com 30% das intenções de voto. Simone Tebet aparece em seguida, com 25%, à frente de Márcio França, que soma 20%. Também figuram na disputa Marina Silva, com 18%, e Guilherme Boulos, com 14%.

O desempenho nas pesquisas reforça a leitura de que Tebet transformou a visibilidade conquistada na eleição presidencial em capital político real. Caso confirme a transferência eleitoral e a candidatura em São Paulo, a ministra poderá disputar uma das cadeiras mais estratégicas do Senado, consolidando sua posição como uma das principais lideranças do centro político brasileiro.

.