A Justiça Federal mantém bloqueados bens do empresário Sérgio Longen, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), investigado na Operação Fantoche, deflagrada pela Polícia Federal em 2019.
Na ocasião, o juiz federal responsável pelo caso determinou o bloqueio de bens de 24 pessoas físicas e jurídicas investigadas, entre elas Longen, até atingir o valor de R$ 400 milhões — montante estimado como prejuízo decorrente de supostos desvios de recursos do Serviço Social da Indústria (Sesi) em diferentes estados.
A operação investiga crimes como fraude em licitações, associação criminosa, lavagem de dinheiro e irregularidades contra a administração pública.
Embora a decisão judicial não tenha detalhado todos os bens bloqueados, entre os itens vinculados ao nome de Longen está um imóvel localizado em Varginha, em Minas Gerais.
No entanto, a esposa do empresário ingressou com recurso solicitando o desbloqueio da propriedade. A defesa argumentou que o imóvel foi recebido por herança de sua mãe — sogra de Longen — falecida em 2021.
Os advogados sustentaram ainda que, apesar do casal possuir regime de comunhão universal de bens, a legislação prevê exceção para patrimônios adquiridos por herança.
Em outubro do ano passado, o juiz da 4ª Vara Federal do Recife, Jaime Travassos Sarinho — responsável pela condução do processo — determinou o desbloqueio do imóvel em Varginha.
A decisão, no entanto, contemplou apenas a fração pertencente à esposa do empresário, equivalente a um quarto da propriedade. Os demais bens relacionados à investigação permanecem bloqueados enquanto o processo segue em tramitação na Justiça Federal.