Mato Grosso do Sul recebe 108 mulheres no serviço militar inicial voluntário

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As Forças Armadas brasileiras registram um marco histórico nesta segunda-feira, 2 de março. Pela primeira vez na história do país, mulheres passam a integrar o serviço militar inicial como soldados e recrutas no Exército Brasileiro, na Marinha do Brasil e na Força Aérea Brasileira.

Em Mato Grosso do Sul, 108 mulheres iniciam suas trajetórias na vida militar. O contingente está distribuído entre Campo Grande, que recebeu 99 novas integrantes do Exército, e Ladário, onde nove militares passam a compor os quadros da Marinha. Na capital, as recrutas atuarão em unidades como o Hospital Militar, o Colégio Militar e o Comando Militar do Oeste (CMO). Já em Ladário, as atividades serão focadas em setores de administração, saúde, logística e comunicação do 6° Distrito Naval.

A cerimônia oficial de incorporação ocorreu de forma simultânea em diversas cidades brasileiras. Em Campo Grande, a solenidade foi realizada na sede do CMO, na Avenida Duque de Caxias, contando com desfile, execução do hino nacional e a presença de autoridades políticas, como o deputado federal Beto Pereira e a deputada estadual Gleice Jane, além de familiares das novas soldados.

Anteriormente, o ingresso feminino era restrito a militares de carreira concursadas ou temporárias de nível técnico e superior. Agora, o novo modelo permite o alistamento voluntário de jovens que completam 18 anos. Para esta primeira turma, as voluntárias passaram por um processo de seleção de oito meses, que incluiu exames de saúde, inspeções odontológicas e entrevistas, seguindo o cronograma estabelecido pelo Decreto nº 12.154/2024.

As recrutas recebem remuneração inicial equivalente ao salário-mínimo de R$ 1.621,00, além de vale-transporte. O contrato é renovável anualmente, podendo chegar a um período máximo de oito anos de serviço. Durante esse tempo, as militares podem ascender na hierarquia até a graduação de 3º sargento. Ao final do período de serviço, elas passam a integrar a reserva não remunerada das Forças Armadas.

De acordo com o General de Brigada Zanon, o movimento faz parte de uma estratégia nacional que envolve 1.010 mulheres em 38 organizações militares pelo Brasil. A meta do Exército Brasileiro é que, até 2030, o público feminino represente 20% do efetivo no serviço militar inicial, reforçando o processo de modernização e inclusão nas instituições de defesa.

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