Uma moradora de Campo Grande denunciou o próprio primo pelo crime de importunação sexual após sofrer investidas abusivas dentro de sua residência. O agressor frequentava o local com regularidade sob o pretexto de visitar o tio, um idoso com sérias limitações de locomoção e saúde vulnerável. A vítima relatou que a relação entre os dois sempre foi pautada por um sentimento de irmandade, o que tornou a quebra de confiança ainda mais impactante.
O comportamento inadequado começou por meio de mensagens de cunho sexual enviadas pelo celular, que foram inicialmente ignoradas pela mulher. No entanto, a situação escalou para a agressão física durante uma das visitas recentes. Enquanto a vítima estava na cozinha da casa, o homem tentou agarrá-la e beijá-la à força. Ela conseguiu se esquivar do ataque e expulsou o familiar do imóvel imediatamente.
Após o episódio, a mulher procurou a polícia para registrar o boletim de ocorrência e solicitou medidas protetivas de urgência para garantir sua segurança. O caso evidencia a gravidade da importunação sexual, crime tipificado no Código Penal desde 2018. A legislação prevê penas que variam de um a cinco anos de reclusão para quem pratica atos libidinosos sem o consentimento da vítima.
As autoridades reforçam a importância de denunciar qualquer tipo de abuso, independentemente do grau de parentesco entre os envolvidos. A denúncia é o primeiro passo para interromper o ciclo de violência e garantir que agressores respondam judicialmente por seus atos, especialmente em contextos onde a proximidade familiar é utilizada como ferramenta de coerção.