Gaeco cumpre mandado em empresa de Terenos durante nova fase de operação contra corrupção

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O município de Terenos volta a ser cenário de investigações nesta terça-feira com uma nova ofensiva contra a corrupção conduzida pelo Gecoc e pelo Gaeco. O alvo principal na cidade é a empresa Marsoft, localizada na Rua Doutor Ari Coelho, no Centro. O proprietário da empresa, Rogério Luis Ribeiro, acompanhou o cumprimento dos mandados e afirmou estar colaborando com as autoridades, embora tenha declarado desconhecer o teor específico da investigação devido ao sigilo do processo.

Rogério Luis confirmou que mantém contratos com prefeituras para serviços diversos, que incluem desde construção civil e energia solar até manutenção de computadores e impressão. O endereço alvo da operação abriga diferentes empreendimentos, como a Marsoft Energy e a Construtora RS, esta última de propriedade da esposa do empresário, Stenia Silva. Ela esclareceu que os agentes também estiveram na residência do casal, mas ressaltou que a construtora não é o foco da ação, sugerindo que as investigações podem estar ligadas a um período em que a família possuía uma gráfica responsável pela impressão de documentos de licitação.

Esta nova etapa mira um esquema de corrupção que envolve as prefeituras de Rio Negro e Corguinho, contando com a participação de servidores públicos e diversas empresas para viabilizar fraudes. Além de Terenos, há registros de mandados de busca sendo cumpridos no município de Aquidauana. A ação ocorre poucas semanas após as operações Collusion e Simulatum, deflagradas em janeiro de 2026, que já investigavam crimes contra a administração pública e fraudes em materiais gráficos e serviços prestados à Prefeitura e à Câmara Municipal de Terenos.

O histórico de instabilidade política na cidade é marcado por uma sucessão de operações nos últimos dois anos. No ano passado, a Operação Spotless resultou no afastamento do prefeito Henrique Budke (PSDB), após a detecção de uma evolução patrimonial de R$ 776 mil para R$ 2,46 milhões, valor considerado incompatível com seus rendimentos oficiais. Antes disso, em 2024, a Operação Velatus já havia exposto fraudes milionárias no setor de infraestrutura, consolidando um período de intensa fiscalização sobre a gestão pública e os contratos firmados no município.

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