A investigação sobre o assassinato de Thiago da Silva Machado, de 37 anos, revelou detalhes sobre a vulnerabilidade da vítima, que possuía deficiência intelectual e sofria de dependência alcoólica. Conhecido pelos moradores do distrito de Bocajá, em Laguna Carapã, Thiago era descrito como uma pessoa inofensiva que costumava perambular pelas ruas da localidade. Segundo o delegado Lucas Albé Veppo, ele vivia em condições extremamente precárias, em uma residência sem energia elétrica ou móveis, dispondo apenas de uma cama.
O rastreamento dos suspeitos foi possível graças a depoimentos de testemunhas que visualizaram Thiago na companhia do grupo no domingo, dia 11 de janeiro, data em que ele desapareceu do povoado. A polícia apurou que os autores utilizaram a condição de dependência da vítima para atraí-la, oferecendo bebidas alcoólicas para convencê-lo a entrar no veículo. A partir desse ponto, o homem não foi mais visto com vida.
Análises do trajeto percorrido mostram que a caminhonete pertencente ao namorado da proprietária do bar saiu de Bocajá em direção ao município de Amambai. No percurso, o grupo acessou uma estrada vicinal, onde Thiago foi levado para o local de sua execução. O crime, motivado pelo suposto furto de uma caixa de som, chocou a comunidade local pela disparidade entre o delito atribuído e a violência empregada contra uma pessoa vulnerável.
Até o momento, os três investigados — a dona do bar, o namorado e um amigo — permanecem em liberdade, pois o período de flagrante expirou e a Justiça ainda não determinou as prisões preventivas. A Polícia Civil continua reunindo provas técnicas para sustentar o indiciamento por homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver, buscando assegurar que os responsáveis respondam pelo crime.