Avanço da gripe H3N2 causa óbitos em Sidrolândia e Corumbá neste mês

0

Mato Grosso do Sul registra um aumento no número de vítimas fatais por influenza neste início de ano. De acordo com o mais recente boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgado na última sexta-feira (23), o Estado já contabiliza duas mortes e 13 casos confirmados da doença em 2026. Ao todo, 125 notificações foram realizadas até o momento.

As duas mortes registradas foram causadas pelo subtipo H3N2 da influenza A. O óbito mais recente ocorreu em Sidrolândia, no dia 14 de janeiro, envolvendo uma mulher de 65 anos com histórico de imunodeficiência. A primeira morte do ano foi de uma idosa de 92 anos, em Corumbá, no dia 7 de janeiro, que possuía doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas.

Existe um alerta em relação à linhagem do H3N2 identificada recentemente no Brasil, conhecida como gripe K ou super gripe. Esta variante apresenta mutações que facilitam a transmissão rápida entre a população, embora não existam evidências de que cause quadros clínicos mais graves que as outras cepas. Os sintomas principais incluem febre, dores musculares, cansaço e congestão nasal.

As autoridades de saúde também demonstram preocupação com os indicadores de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Neste primeiro mês do ano, o Estado já soma 125 casos e 13 mortes associadas à síndrome, evidenciando o cenário de alta nas doenças respiratórias.

A vacinação segue disponível para todas as pessoas acima dos seis meses de idade em Mato Grosso do Sul. O imunizante oferecido protege contra três cepas do vírus, abrangendo a influenza A (H1N1 e H3N2) e a influenza B, sendo a principal medida de prevenção contra complicações da doença.

.