A antecipação da saída de alguns secretários do governo de Mato Grosso do Sul visa evitar atritos com deputados e aliados, mas também cria espaço para o fortalecimento do novo grupo político do governador Eduardo Riedel, agora filiado ao Partido Progressista (PP).
Riedel já manteve conversas com lideranças da federação União Progressista, discutindo a participação efetiva do grupo no governo, o que deve ocorrer após a saída dos secretários que disputarão cargos eletivos.
Entre os possíveis candidatos está o chefe da Casa Civil, Eduardo Rocha (MDB), que pretende retornar à Assembleia Legislativa. Rocha, esposo da ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (MDB), que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é apontado como peça-chave para antecipar essa movimentação. Segundo o grupo, a proximidade com a ministra poderia gerar conflitos para uma chapa de oposição ao governo federal.
Outros nomes na lista de prováveis candidatos incluem Jaime Verruck, Secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, que almeja uma vaga de deputado federal, e Marcelo Miranda, secretário de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania, que deve tentar novamente a Assembleia Legislativa.
Por outro lado, o secretário de Educação, Hélio Daher, que chegou a discutir composição de chapas com lideranças partidárias, afirmou a pessoas próximas que não pretende concorrer em 2026.
A movimentação política reforça que o cenário eleitoral em Mato Grosso do Sul começará a se desenhar com antecedência, mostrando uma articulação estratégica do governo e dos partidos aliados para garantir espaço na disputa eleitoral.