Campo Grande registrou 13.657 ocorrências de violência doméstica entre agosto de 2023 e agosto de 2025, segundo dados da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública). A média é de 570 casos por mês, o que equivale a 19 registros por dia na capital.
A região do Anhanduizinho, a mais populosa da cidade, concentra também o maior número de ocorrências: 3.658 casos em dois anos, média superior a 1,8 mil por ano. A área engloba bairros como Aero Rancho, Guanandi, Parati, Los Angeles e Lageado.
Em seguida aparece a região da Lagoa, com 2.198 registros, que reúne bairros como Leblon, São Conrado, Tijuca e Caiobá. O Segredo somou 1.968 casos, enquanto o Imbirussu, que abrange Santo Antônio, Nova Campo Grande e Núcleo Industrial, teve 1.958 ocorrências.
Na região da Bandeira, onde estão bairros como Moreninhas, Rita Vieira e Tiradentes, foram 1.763 registros. Já a Prosa, que inclui Chácara Cachoeira, Santa Fé, Mata do Jacinto e Noroeste, contabilizou 1.325 casos.
Na outra ponta da lista está o Centro, com 787 ocorrências nos últimos dois anos.
Embora a distribuição acompanhe em parte o tamanho da população de cada região, o levantamento aponta que algumas áreas têm maior vulnerabilidade. A região da Lagoa, por exemplo, possui população semelhante à da Bandeira (cerca de 135 mil habitantes), mas apresentou 435 casos a mais no mesmo período.
Os números reforçam a urgência de políticas públicas e ações de prevenção, especialmente em regiões periféricas e populosas, onde a violência doméstica tem impacto mais expressivo.