Federação de Futebol de MS perde patrocínios públicos por dívida e fraudes do atual presidente Petrallas

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Uma prestação de contas irregular apresentada em 2016 pelo presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, Federação de Futebol de MS Perde Patrocínios Públicos por Dívida e Fraudes de Presidente. Outros casos de corrupção, tem agravado a crise do futebol local. Considerado inadimplente, Petrallas levou a federação a perder o direito de receber patrocínios públicos. Os repasses da Sanesul, que apoiavam a participação do Operário na Série D, foram suspensos. Segundo um Procedimento Preparatório publicado pelo Ministério Público no Diário Oficial de 21 de novembro, uma ação judicial, iniciada após denúncia do advogado Kleber Rogério Furtado Coêlho, condenou Petrallas a devolver R$ 117,7 mil aos cofres estaduais. A sentença transitou em julgado, mas a dívida não foi quitada, resultando na inclusão de seu nome em uma lista de devedores.

De acordo com a legislação, organizações sociais com diretores inadimplentes estão proibidas de receber repasses públicos. Por isso, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) notificou diversas instituições para suspenderem repasses e bloquearem novos convênios com a Federação de Futebol, presidida por Estevão Antônio Petrallas.Um exemplo é o convênio de R$ 200 mil firmado em 18 de maio entre a Federação e a Sanesul para custear despesas do Operário na Série D, assinado por Petrallas. Apesar da vitória do Operário por 2 a 1 contra o Monte Azul, em São Paulo, no último sábado, o time foi eliminado da competição, estando quatro pontos atrás do quarto colocado, com apenas uma partida restante.A Fundesporte informou ao MP que suspendeu imediatamente os repasses intermediados por Petrallas, alegando desconhecer sua inclusão na lista de inadimplentes. Petrallas assumiu a presidência da Federação em 8 de abril, após atuar como interventor, sucedendo Francisco Cesário, destituído em operação do Gaeco e da Polícia. Eleito com 48 votos contra seis candidatos, deve permanecer no cargo até 2027.O convênio de R$ 200 mil foi um dos primeiros assinados por Petrallas, mas, por estar na “lista suja”, o Governo do Estado, que destinou R$ 1,2 milhão no último campeonato estadual, está impedido de realizar novos repasses.

A dívida de Petrallas, de R$ 117,7 mil, refere-se a um repasse de R$ 51,6 mil da Fundesporte em 2016 para o Operário no Estadual, assinado pela Liga de Futebol Profissional de MS, então presidida por ele, que também foi presidente do Operário.A prestação de contas apresentada por Petrallas foi rejeitada devido a fraudes evidentes, como orçamentos suspeitos para despesas com alimentos, hospedagem e uniformes. Um erro recorrente nos documentos — a palavra “maço” em vez de “março” — indicou que os orçamentos eram forjados. Além disso, o MP considerou implausível o gasto de R$ 27,13 mil em 1.050 quilos de carne, que equivaleria a 1,52 quilo por pessoa por dia para 30 pessoas durante 23 dias — um consumo exagerado, comparável a 7,5 quilos diários para uma família de cinco pessoas.

Em sua defesa, Petrallas informou ao MP que, em 6 de junho, firmou um acordo judicial para parcelar a dívida, quitando a primeira parcela de R$ 12,8 mil. Ele se disse disposto a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para regularizar os pagamentos e retomar os repasses públicos. Segundo a Revista Piauí, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) paga cerca de R$ 215 mil mensais aos presidentes de federações estaduais, valor que torna a dívida inferior à metade de seu salário mensal. Contudo, o MPMS considera que o parcelamento e o pagamento inicial não restabelecem o direito da Federação de receber patrocínios públicos. A promotoria está elaborando um acordo para resolver a pendência.

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