O deputado Paulo Corrêa (PSDB) expressou indignação com o desenrolar do caso de agressão sofrida por sua sobrinha, Nathália, e questionou a decisão da Justiça Estadual em conceder liberdade provisória ao agressor, o músico Philipe Eugênio Calazans de Sales. Segundo o deputado, o processo está “eivado de erros” e a vítima se sente desamparada.
Corrêa denunciou que o irmão de Nathália, que é advogado, foi erroneamente apontado como indiciado no boletim de ocorrência, mesmo tendo comparecido à delegacia como informante. “Pode acontecer isso? Pasmem. A mesma delegada que atendeu o caso anterior da jornalista que morreu. Será que é o que? Não gosta de fazer o serviço? Meu sobrinho foi ajudar a irmã, foi como informante e sai como indiciado?”, questionou o deputado.
O parlamentar também criticou a decisão da Justiça em conceder liberdade provisória ao agressor com o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se aproximar da vítima a menos de 200 metros, alegando que a média nesses casos é de 400 metros. Além disso, Corrêa expressou preocupação com a permissão de visitas do agressor à filha do casal, menor de um ano de idade. “O que o desembargador do caso quer? Que esse músico entre na casa e mate? Vocês têm que me ajudar, aqui quem fala é um tio desesperado. Ele nunca pagou uma pensão alimentícia, agora tem essa licença, me desculpa, mas se ele entrar ele vai matar”, desabafou.
Paulo Corrêa reforçou que a violência contra a mulher é um problema cultural e lamentou a falta de estrutura adequada no interior do estado para lidar com os casos. Ele anunciou que irá enviar um pedido para que o Tribunal de Justiça reveja a decisão e pediu o apoio da população.
O deputado Caravina afirmou que buscará informações sobre o caso e se pronunciará na próxima terça-feira. Isso indica um compromisso em investigar a situação e obter esclarecimentos. O deputado mencionou o “estresse policial e falta de efetivo” como possíveis fatores que podem contribuir para erros. Essa observação destaca a pressão sob a qual os policiais trabalham e a necessidade de melhores condições de trabalho.
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