Vereadores recuam e cobrança majorada do lixo segue valendo na Capital

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A Câmara Municipal de Campo Grande adiou a votação sobre o veto da prefeita Adriane Lopes ao projeto que barrava o aumento da Taxa de Lixo para 2026. A decisão ocorreu na primeira sessão legislativa do ano, realizada nesta terça-feira, 3 de fevereiro. Durante a manhã, os secretários municipais Ulisses Rocha e Marcelo Miglioli estiveram no Legislativo para articular a manutenção do veto junto aos parlamentares.

O adiamento aconteceu em meio à crise na educação municipal, que se tornou a prioridade da pauta. A Câmara optou por concentrar os esforços no impasse com os profissionais do ensino, deixando em segundo plano a discussão sobre o tributo. Com essa movimentação, a cobrança majorada da Taxa de Coleta de Resíduos Sólidos segue em vigor, frustrando contribuintes que esperavam a derrubada imediata do veto para retomar os valores baseados nos critérios de 2018.

A urgência no setor educacional deve-se ao indicativo de greve nas Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs), marcado para o dia 9 de fevereiro, coincidindo com o início do ano letivo. Vereadores de diferentes frentes políticas entenderam ser necessário focar na mediação entre a prefeitura e os educadores para evitar a paralisação do atendimento às crianças.

Segundo o anúncio feito pelo vereador Papy, a expectativa é que a análise do veto à Taxa de Lixo retorne à pauta de votação somente no dia 10 de fevereiro. Até lá, a indefinição persiste e o valor com reajuste continua sendo aplicado pela gestão municipal.

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