Crime ocorreu em fevereiro; acusado manteve mulher amarrada e sob ameaça por cerca de 40 minutos
Um venezuelano de 29 anos se tornou réu por roubo e estupro após invadir a casa de uma mulher no bairro Jardim Água Boa, em Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande. O crime aconteceu no dia 22 de fevereiro deste ano.
Segundo denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o acusado entrou no imóvel armado com um simulacro de pistola e anunciou o assalto. Durante a ação, ele manteve a vítima sob ameaça por cerca de 40 minutos, período em que a amarrou, amordaçou e impediu qualquer reação.
Além de levar celulares, notebook, dinheiro e outros objetos avaliados em mais de R$ 10 mil, o homem obrigou a vítima a ficar nua enquanto a observava, apontando um celular como se estivesse filmando a cena.
De acordo com a investigação, a vítima trabalhava como garota de programa e aguardava um cliente no momento do crime. Ela relatou que já havia tido contato anterior com o acusado, mas se recusou a atendê-lo novamente.
A recusa pode ter motivado o ataque. Durante a ação, o homem teria dito: “cala a boca, você lembra de mim”, indicando possível retaliação.
Após o crime, o suspeito fugiu e deixou a vítima amarrada dentro da residência. Ela conseguiu escapar pela janela e acionou a polícia.
Com base nas informações repassadas, equipes localizaram o suspeito em sua casa. No local, foram encontrados os objetos roubados e o simulacro de arma de fogo. Conforme o inquérito, ele chegou a confessar o crime inicialmente.
O Ministério Público enquadrou a conduta também como estupro, mesmo sem haver conjunção carnal. A acusação sustenta que obrigar a vítima a ficar nua sob ameaça, com finalidade de satisfação sexual, configura ato libidinoso — entendimento respaldado por decisões recentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A denúncia foi aceita pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Dourados, que manteve a prisão preventiva do acusado, considerando a gravidade dos fatos e o risco à vítima.