TSE adia, Lucas de Lima espera, e a novela política ganha novo capítulo

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Campo Grande não dorme. Brasília, menos ainda.

O julgamento do agravo do deputado Lucas de Lima (PDT) no TSE virou novela — daquelas que já passaram da centésima reprise. O ministro André Mendonça, que já havia pedido vistas, faltou novamente, com justificativa, claro. Enquanto isso, Lucas aguarda ansioso o desfecho do enredo que vai decidir se sua troca de partido será ou não considerada “justa causa”.

O relator, Antônio Carlos Ferreira, já deixou claro que, pra ele, não há nada de “discriminação política grave” no caso, e quer encerrar o assunto logo. Mas, como em toda boa trama, o roteiro ganhou pausa dramática. Ainda faltam votar Edilene Lôbo, Vera Lúcia Santana Araújo, Nunes Marques, Isabel Gallotti e a presidente Cármen Lúcia — que, pelo visto, ainda vai precisar preparar pipoca pra assistir ao próximo capítulo.

Enquanto o processo vai e volta, Lucas de Lima segue num vaivém partidário digno de carrossel de parque: saiu do PDT, entrou no PL, foi barrado pelo TSE e voltou correndo pro ponto de partida. Nesse vai e vem, quem ficou de olho foi a suplente Glaucia Iunes (PDT), que já acionou o TRE-MS pedindo a vaga. Afinal, cadeira de deputado não pode ficar sem dono, né?

Operação Vulcano: o retorno das cinzas (ou das importações)

Em outro cenário, a juíza Sabrina Gressler Borges, da 1ª Vara Federal de Corumbá, condenou nove pessoas — quatro delas servidores da Receita Federal — por um esquema de corrupção descoberto na Operação Vulcano, da PF. O prejuízo, segundo o enredo policial, foi de R$ 600 milhões.
Entre os condenados, nomes conhecidos do meio fiscal: Paulo Eduardo Borges, Helena Virgínia Senna, Joelson Santana, Euclides Villa, além de outros cinco empresários e comparsas. Cabe recurso, claro — porque no Brasil, toda história tem segunda temporada.

Reinaldo entre o tucanato e o liberalismo

O ex-governador Reinaldo Azambuja saiu do PSDB, mas o partido continua orbitando ao redor dele. Agora no PL, Reinaldo segue dando as cartas. O diretório nacional tucano prorrogou até 30 de novembro o mandato de Geraldo Resende. Depois disso, o novo presidente do PSDB, Aécio Neves, deve indicar o sucessor. O favorito? Beto Pereira, mesmo sem ser exatamente o “melhor amigo” de Aécio. Mas com o aval de Reinaldo, as asas tucanas continuam batendo sob a mesma batuta.

O deputado Dagoberto Nogueira, sempre direto, avisou que “a primeira vaga já é de Reinaldo”. E ainda soltou pérola sobre alianças: “Nosso time tem Riedel, Reinaldo, Tereza, Rose… não tem como escalar quem não é do nosso time. Quem estiver no outro, que procure um time pra jogar. Não vai ter W.O”.
Ou seja: o campo político está cheio, mas o jogo só vale pra quem veste a mesma camisa.

Federação União Progressista: união ou progressiva?

Fontes do PP andam reclamando dos “amigos” do União Brasil, com quem dividem a federação União Progressista. Segundo essas fontes, em vez de parceria, o que se vê é pedrada — principalmente contra a prefeita Adriane Lopes, alvo de críticas e denúncias nas redes. Há quem defenda uma “reunião urgente com os chefes das siglas”.
Enquanto isso, o clima entre os “progressistas unidos” lembra mais briga de casal do que federação política.

TCE-MS: cadeira cobiçada

Com a aposentadoria de Jerson Domingos se aproximando, o cargo de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado virou objeto de desejo na Assembleia Legislativa. O nome mais cotado é o do ex-chefe da Casa Civil Sérgio de Paula, homem de confiança de Azambuja.

Para oficializar, basta um requerimento com oito assinaturas, uma sabatina formal e votação em plenário — o que, convenhamos, costuma ser mais cerimônia do que dúvida. Depois disso, o governador nomeia e o Diário Oficial carimba. Falta só marcar a data da posse — e providenciar o terno novo, claro.

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