Tragédia na Favela do Mandela: Incêndio arrasa 80 barracos, afetando186 famílias

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Um devastador incêndio consumiu mais de 80 barracos na Favela do Mandela, situada na região norte de Campo Grande. Segundo informações obtidas, aproximadamente 186 famílias encontram-se em estado de desespero, tentando resgatar o que resta em meio às chamas. A suspeita é de que um curto-circuito tenha sido o desencadeador do incêndio.

Relatos dos moradores à imprensa indicam que as chamas foram avistadas por volta das 11h20. O pânico se instalou na comunidade, levando os residentes a tentar controlar o fogo com baldes de água e mangueiras, sem sucesso.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, deslocando quatro viaturas e uma unidade de socorro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Diversos caminhões-pipa (com capacidade de 20 mil litros cada) foram enviados para enfrentar as altas temperaturas, alcançando 37,2ºC, que castigam a cidade de Campo Grande.

Denilda da Silva, moradora do barraco onde o incêndio teve início, relatou à reportagem sua situação desoladora. Ela mencionou que seu filho passou por uma recente cirurgia na cabeça e recebeu uma oferta de aluguel social da prefeitura, mas, vivendo sozinha, não consegue arcar com as despesas. No incêndio, infelizmente, perdeu tudo, inclusive os documentos referentes ao tratamento do filho. “Moro aqui há 8 anos e não consegui salvar nada. Quando me avisaram do incêndio, saí correndo. Eu perdi tudo. Não sei mais o que fazer…”, relatou, visivelmente abalada.

Ivonete Santos, também conhecida como Miru, fundadora da comunidade do Mandela, expressou sua consternação, destacando que esta é a terceira vez que a comunidade enfrenta um incêndio. “Infelizmente é esse desespero. Se um barraco tem problemas, todo mundo aqui é afetado. Estamos juntos nessa batalha para salvar nossas vidas”, declarou à reportagem.

A prefeitura emitiu uma nota informando a mobilização de equipes de diversas secretarias para auxiliar no combate ao incêndio. Na comunidade, equipes da SAS (Secretaria de Assistência Social), Agência Municipal de Habitação, Defesa Civil e Guarda Civil Metropolitana (GCM) estão presentes.

Laisa Lopes, coordenadora do Cras Campo Grande, relatou que, após a estabilização da situação, serão disponibilizados colchões e estruturas de apoio às famílias que necessitam de cuidados.

As 186 famílias afetadas pelo incêndio serão realocadas para um ginásio municipal mais próximo. O diretor adjunto da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (AMHASF) também está no local, analisando as medidas de suporte às famílias impactadas.

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