Suspensão de voos da Azul em Corumbá impacta menos de 10% do turismo no Pantanal, mas preocupa setor

0

A Azul Linhas Aéreas suspenderá os voos do Aeroporto de Viracopos (Campinas) para Corumbá com o fim da temporada de pesca esportiva. A previsão é que as operações sejam retomadas apenas em fevereiro, quando a pesca volta a ser permitida na região, mas ainda não há confirmação oficial.

A suspensão impacta o turismo no Pantanal, embora a Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur/MS) estime que os voos representem apenas 10% das chegadas a Corumbá, enquanto o transporte terrestre responde por 90%.

A Azul, que entrou em recuperação judicial em 30 de maio, obteve aprovação na Justiça dos Estados Unidos para um financiamento de US$ 1,6 bilhão aimed at managing its debts. Como parte do processo, a companhia prevê a paralisação de 30 aeronaves, o que pode reduzir entre 20% e 25% da malha aérea nacional nos próximos meses, segundo especialistas.

Em Corumbá, onde apenas a Azul opera voos comerciais, o impacto da suspensão é significativo. Ainda não há confirmação se a medida afetará Bonito, outro destino operado pela companhia. Passageiros com voos programados para o período afetado devem contatar a Azul para atendimento, conforme a Resolução 400/2016 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Bruno Wendling, presidente da Fundtur/MS, informou em vídeo nas redes sociais que os voos para Corumbá estão garantidos até o fim de setembro, durante a alta temporada de pesca no Pantanal. Ele destacou que negociações estão em andamento para que outra companhia aérea, como a Gol, possa operar na cidade, embora soluções de curto prazo sejam desafiadoras.

Em 2024, Corumbá recebeu mais de 100 mil turistas, sendo cerca de 8 mil por via aérea. Até abril de 2025, aproximadamente 3,5 mil pessoas chegaram à cidade de avião, enquanto 45 mil utilizaram o transporte terrestre. Wendling avalia que, mesmo na pior hipótese, o impacto da suspensão dos voos seria inferior a 10% do turismo local. Ele sugere alternativas como chegar a Bonito ou Campo Grande por avião e seguir para Corumbá por via terrestre, além de voos particulares para o público internacional.

O Aeroporto Internacional de Corumbá, administrado pela Aena (que também gerencia os aeroportos de Campo Grande, Ponta Porã e Congonhas), tinha expectativas de melhorias na conectividade aérea. Contudo, a situação da Azul e a falta de novas operadoras limitam avanços no curto prazo.

A suspensão dos voos da Azul Linhas Aéreas entre o Aeroporto de Viracopos (Campinas) e Corumbá, prevista para ocorrer após o fim da temporada de pesca esportiva (setembro de 2025), terá reflexos no turismo da região pantaneira, mas com impacto limitado, segundo a Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur/MS).

O impacto da suspensão dos voos da Azul no turismo de Corumbá é relevante, mas restrito a menos de 10% dos visitantes, devido à predominância do transporte terrestre. A alta temporada de 2025 não será afetada, mas a baixa temporada pode enfrentar desafios, especialmente para o turismo aéreo. Soluções como voos indiretos, transporte rodoviário e negociações com outras companhias podem mitigar os efeitos, embora a dependência da Azul e a falta de alternativas imediatas limitem a recuperação rápida do modal aéreo.

.