A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou nesta quinta-feira (12) que pretende disputar uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições de 2026. O anúncio foi feito durante participação em um evento em Mato Grosso do Sul.
Segundo a ministra, a decisão foi tomada após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o vice-presidente Geraldo Alckmin. De acordo com Tebet, o próprio Lula sugeriu que ela avaliasse a possibilidade de disputar o Senado pelo estado paulista.
“Essas conversas foram caminhando. Em janeiro, durante uma viagem ao Panamá, tive uma conversa de quase quatro horas com o presidente Lula sobre política no Brasil. Depois, em um encontro mais reservado em São Paulo, ele pediu claramente que eu considerasse ser candidata ao Senado por São Paulo”, relatou.
Tebet disse que, antes de tomar a decisão, conversou com familiares, especialmente com a mãe. “Eu precisava das bênçãos da minha mãe. Depois de explicar toda a situação para ela, ontem decidi cumprir essa missão”, afirmou.
Natural de Mato Grosso do Sul, a ministra ressaltou que escolheu anunciar a decisão no estado como forma de reconhecimento à sua trajetória política. Segundo ela, foi no estado que iniciou a carreira pública e conquistou projeção nacional.
“Tenho eterna gratidão à minha terra natal. Mato Grosso do Sul me deu o privilégio de ser a primeira mulher prefeita da minha cidade, deputada estadual, vice-governadora e senadora da República. Foi o estado que me projetou nacionalmente”, destacou.
A ministra também lembrou que teve forte votação em São Paulo quando disputou a Presidência da República em 2022, fator que também pesou na avaliação sobre uma eventual candidatura ao Senado.
Para Tebet, o país vive um período de forte polarização política, e os próximos anos serão decisivos para o desenvolvimento nacional. “O Brasil tem pressa. Os próximos oito anos serão fundamentais para o crescimento do país, e precisamos trabalhar da melhor forma possível”, disse.
Sobre sua permanência no governo federal, a ministra afirmou que deve deixar o comando do Ministério do Planejamento até o fim de março ou início de abril, prazo limite para integrantes do governo que pretendem disputar as eleições.
Antes de deixar o cargo, Tebet afirmou que pretende concluir algumas agendas administrativas, entre elas a apresentação do relatório bimestral do orçamento e a organização da transição para quem assumir a pasta. O nome do substituto ainda não foi anunciado pelo governo federal.