Foi lançado na manhã de quarta-feira (9), na Câmara Municipal de Campo Grande, o programa “Banco Vermelho”, uma iniciativa que transforma um simples banco em símbolo de memória e reflexão sobre a violência de gênero e o feminicídio. O projeto é uma articulação da vereadora Luiza Ribeiro (PT) e busca chamar a atenção da sociedade para a urgência de combater a violência contra as mulheres.
A proposta é simples, mas profunda: bancos vermelhos instalados em espaços públicos servem como memoriais às vítimas de feminicídio e como convites à reflexão sobre a cultura da violência e da desigualdade de gênero.
O programa em Campo Grande conta com o apoio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab-MS). Durante a cerimônia de lançamento, o superintendente do órgão no Estado, Agnaldo Dias, destacou o simbolismo da ação e lançou um desafio:
“O Banco Vermelho, além de ser um informativo, é um símbolo para a gente refletir em relação ao feminicídio. Nós saímos do mapa da fome e agora, Luiza, precisamos sair do mapa do feminicídio”, afirmou.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a vereadora Luiza Ribeiro explicou a origem da iniciativa.
“O Banco Vermelho começou na Itália, em 2016, e foi trazido ao Brasil por duas pernambucanas que perderam amigas para o feminicídio. Ele representa um ponto na paisagem urbana para que a gente pare e reflita sobre a violência contra as mulheres, deseje o fim disso e se levante para agir”, disse a parlamentar.
O primeiro banco inaugurado na Câmara é itinerante. Nas próximas semanas, ele visitará instituições como o Ministério Público do Trabalho (MPT/MS), a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), a Casa da Mulher Brasileira e o Instituto Mirim.
Segundo Luiza Ribeiro, a intenção é que a mensagem se espalhe:
“Depois de percorrer a cidade, queremos que o Banco Vermelho rode todo o Estado, levando conscientização e esperança de um futuro sem violência contra as mulheres.”