Rueda é citado em investigação sobre jatos usados em esquema do PCC; presidente do União Brasil nega envolvimento

0

Denúncias e investigações recentes ligam o nome do presidente do União Brasil, Antônio Rueda, a quatro jatos executivos de uma empresa de táxi aéreo envolvidos em um suposto esquema de lavagem de dinheiro a serviço do Primeiro Comando da Capital (PCC).

O piloto Mauro Caputti Mattosinho, que transportava regularmente os líderes do esquema, revelou em depoimento à Polícia Federal e entrevista exclusiva ao ICL Notícias que Rueda era citado por seu chefe como líder de um grupo com “muito dinheiro que precisava gastar” na compra de aeronaves avaliadas em milhões de dólares. Segundo ele, a frota da empresa TAP, responsável pelos transportes, dobrou entre 2023 e 2024, indo de cinco para dez jatos.

Entre as aeronaves citadas estão:

  • Gulfstream G200 (PS-MRL)
  • Citation Excel (PR-LPG)
  • CitationJet 2 (PT-FTC)
  • Um jato bimotor Raytheon 390 Premier (PR-JRR)

No entanto, Rueda nega qualquer participação na compra ou propriedade das aeronaves, afirmando que apenas viajou em jatos fretados ou como convidado, e que realiza a maior parte de seus deslocamentos em voos comerciais. Em nota oficial, ele repudiou as tentativas de vinculá-lo a ilícitos ou a pessoas investigadas.

Registros da ANAC confirmam que o Raytheon 390 Premier é pertencente à Fênix Participações, controlada por terceiros, e que a venda foi regular e dentro da lei. Advogados dos sócios reforçam que Rueda não possui participação em nenhuma das aeronaves.

Mattosinho prestou depoimento há cerca de 17 dias e pediu demissão da TAP recentemente, alegando indignação com o que presenciou, inclusive o transporte de familiares de Beto Louco ao Uruguai, pouco antes da megaoperação da Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público de SP que revelou o esquema.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal, enquanto Rueda mantém sua posição de negatória e reforça que nunca atuou como intermediário ou comprador das aeronaves citadas.

.