O PSDB de Mato Grosso do Sul inicia uma nova fase com a saída de suas principais lideranças. Após um encontro com o presidente nacional da sigla, Marconi Perillo, o governador Eduardo Riedel e o ex-governador Reinaldo Azambuja devem anunciar oficialmente, na quarta-feira, a mudança de partido. Riedel seguirá para o PP, enquanto Azambuja assumirá o comando estadual do PL.
Apesar da saída dos dois líderes, a cúpula nacional do PSDB busca garantir a continuidade da legenda no estado. Perillo afirmou que os deputados federais Beto Pereira, Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende continuarão no PSDB e serão os novos líderes do partido em Mato Grosso do Sul. “Nós, da Nacional, vamos dar as garantias aos três deputados federais com o fundo eleitoral, com todo o apoio institucional”, assegurou Perillo, ressaltando que o objetivo é fortalecer o partido nas próximas eleições.
Futuro do PSDB e alianças estratégicas
A reunião também abordou o futuro do PSDB em nível nacional. Perillo comentou que o partido busca uma reestruturação e que há tratativas para uma possível federação com o Republicanos e o MDB. A meta é reverter o esvaziamento da sigla, que já perdeu o apoio de governadores importantes, como Eduardo Leite (RS) e Raquel Lyra (PE), que migraram para o PSD.
O PSDB, que já foi um dos partidos mais influentes do Brasil, com um ex-presidente da República, enfrenta seu pior desempenho eleitoral e busca se reinventar. Os planos para 2026 incluem dobrar o número de deputados federais e eleger senadores para formar uma nova bancada.
Apesar da cisão, o acordo político parece manter o grupo unido em torno de objetivos comuns. O PL, sob a liderança de Azambuja, deve apoiar a reeleição de Riedel, reforçando a aliança entre os políticos sul-mato-grossenses.