O presidente do Partido Liberal (MS), Reinaldo Azambuja, afirmou em entrevista ao InvestigaMS que manterá sua permanência na legenda, minimizando o impacto do recente anúncio feito por Michelle Bolsonaro. A ex-primeira-dama divulgou um bilhete indicando o deputado federal Marcos Pollon como o nome de Jair Bolsonaro para a disputa ao Senado, o que gerou especulações sobre a estabilidade do grupo político no estado.
Azambuja demonstrou tranquilidade e ressaltou que o cenário eleitoral ainda passará por diversas transformações até o período das convenções partidárias. O ex-governador justificou sua postura com base em acordos diretos firmados com a cúpula nacional do partido, citando conversas com Valdemar da Costa Neto e com os senadores Rogério Marinho e Flávio Bolsonaro, além do próprio ex-presidente.
Ao ingressar no PL, Reinaldo recebeu garantias de que a sigla apoiaria a reeleição do governador Eduardo Riedel e de que ele ocuparia uma das candidaturas ao Senado. Sobre a segunda vaga da chapa, o ex-governador defende que a escolha seja pautada por resultados de pesquisas de opinião. O planejamento original, entretanto, sofreu alterações com a filiação do Capitão Contar e a sinalização de apoio de Bolsonaro a Pollon.
A reportagem questionou se o combinado inicial previa a prerrogativa de Jair Bolsonaro escolher um nome de forma isolada, mas não obteve resposta até o fechamento da edição. O movimento de Michelle Bolsonaro corrobora informações antecipadas na última semana, indicando que a decisão final sobre as candidaturas majoritárias da direita em Mato Grosso do Sul passará diretamente pelo crivo da família Bolsonaro.